Congresso Mundial de Parques quer mais proteção aos oceanos

Representantes de 160 países aprovaram um mapa do caminho para alcançar as metas de proteção de imensas superfícies terrestres e marítimas

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postado em 19/11/2014 16:01

Neal Cantin/Divulgação
 

 

O Congresso Mundial de Parques concluiu nesta quarta-feira (19/11) as deliberações em Sydney com um apelo por mais proteção aos oceanos e às paisagens terrestres. O congresso divulgou uma 'Lista Verde', que destaca 23 áreas naturais notáveis em oito países da Ásia, Europa, África e América Latina. Também publicou a 'Lista vermelha', de espécies ameaçadas, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).



O congresso, organizado pela UICN, teve a participação de representantes de 160 países, que aprovaram um mapa do caminho para alcançar as metas de proteção de imensas superfícies terrestres e marítimas.

O objetivo fixado em 2010 pela Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) da ONU - que até 2020 pelo menos 17% da superfície terrestre e 10% dos oceanos integrem a rede de áreas protegidas - está perto de ser concretizado, segundo o Congresso Mundial de Parques.

Mas as ameaças sobre a biodiversidade alcançaram níveis inéditos em consequência do crescimento demográfico, do consumo e da atividade industrial, afirma o comunicado final. "Vamos acelerar a proteção das paisagens terrestres, das paisagens marítimas e dos pântanos para representar todos os locais essenciais para a preservação da natureza, em particular os oceanos", destaca o texto.

"A pesca industrial destrutiva, o aumento da temperatura dos oceanos e a poluição ameaçam o futuro do que faz o planeta viver, os oceanos", declarou Michelle Grady, da ONG americana Pez Charitable Trust. "Os santuários marinhos demonstraram que permitem aos peixes e outras formas de vida marinha regenerar-se, assim como superar os estragos das mudanças climáticas", completou.

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