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Estudo revela que governos continuam displicentes na gestão das águas no Brasil

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postado em 16/12/2014 18:26

Reuters/Paulo Whitaker
 

 

Um estudo sobre a gestão das águas no Brasil foi lançado pelo WWF em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e o HSBC. Sistematizado pelo cientista político Fernando Abrucio, a "Governança dos Recursos Hídricos - Proposta de indicadores para acompanhar sua implementação" analisou a administração das águas no país desde a aprovação da Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Recursos Hídricos (SINGREH).



Para chegar à conclusão de que o setor hídrico no Brasil precisa ser aperfeiçoado, o estudo coordenado pelo WWF-Brasil analisou detalhadamente o SINGREH em diversas áreas e classificou cada uma delas conforme o estágio em que se encontram: “básico”, “intermediário” e “avançado”. Nenhuma das áreas alcançou o resultado “avançado” no “termômetro da governança”.

A análise feita constatou que, passados 17 anos, são necessárias mudanças importantes, como a criação do Observatório das águas. A ideia é que ele contasse com uma ferramenta inédita para fiscalizar a capacidade dos governos em administrar os recursos hídricos do país: o Índice de Boa Governança da Água, em um modelo parecido com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Esse indicador monitoraria uma série de áreas do setor hídrico, como a qualidade e a efetividade das leis e da regulação; a atuação dos governos; a articulação da Política Nacional de Recursos Hídricos com as políticas estaduais e municipais relacionadas.

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