Verão BSB

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As loucuras que as mulheres são capazes de fazer por um bronzeado

A marca de biquíni bem definida é um elemento essencial do verão para muitas mulheres, para alcançar esse objetivo algumas se arriscam. Especialistas alertam sobre os perigos do bronzeamento sem proteção

postado em 03/02/2017 22:08 / atualizado em 10/02/2017 14:31

 
Está aberta a temporada de sol e calor. Para muitas mulheres, esse é o momento de correr atrás daquela marquinha de biquíni, que é a cara do verão. Para alcançar a meta do corpo dourado algumas adotam métodos alternativos e usam produtos inacreditáveis para tomar sol. Apesar dos prejuízos serem amplamente divulgados, ainda é preciso uma conscientização maior. De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizada em agosto de 2016, 35% da população não utiliza o protetor solar nos momento de lazer, seja na praia ou na piscina. Do total, 58% se expõe ao sol nos horários inadequados — das 10h às 15h.
 
Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press.
A estudante Jade Goulart, 23 anos, conta que tem o hábito de tomar sol desde pequena. Recentemente, ela se mudou para um apartamento que tem piscina na cobertura, logo, ficou mais fácil para ela manter a cor. “Antes de me mudar eu dava um jeito de tomar sol. Ou ia para o clube ou para a casa de alguma amiga”, acrescenta. Atualmente, Jade usa parafina para se bronzear e conta que descobriu essa técnica no Instagram. "Vi uma menina que usava dando a dica, acessei o site que ela divulgou e comprei para testar. Eu amei o resultado, fica super lindo”, defende.
 
Jade garante que se cuida e diz que antes de aplicar a parafina no corpo passa um protetor com fator de proteção 50. “Uma vez estava na praia e passei óleo de urucum sem me proteger, foi horrível. Tive uma insolação, passei muito mal e cheguei a desmaiar. Desde então, não saio sem protetor na bolsa”, destaca. Apesar de continuar usando métodos impróprios, Jade garante que aprendeu a lição.  
 
Juliana Aguiar, 23, confessa que já usou de tudo para pegar um bronze. Aos 16 anos, começou a se sentir mais vaidosa e ter uma marca de biquíni bem definida estava na moda. Ela começou a tomar sol sem passar nada na pele. Depois, optou por bronzeadores. Então, uma amiga deu a dica da parafina para massagem, que funcionava como um acelerador. “Eu realmente pegava cor mais rápido, mas ela não durava muito então não achei que valia a pena”, conta a estudante.  Depois, ela testou vários outros métodos, como o óleo de avião, óleo de urucum, refrigerante. “Até um creme de ureia para uso veterinário eu cheguei a passar no corpo”, assume. Porém, ela sempre tinha a mesma frustração de ver o bronze desaparecer poucos dias depois.
 
Recentemente, Juliana recorreu a um dermatologista e ele convenceu a estudante de aplicar, pelo menos, o protetor no rosto na hora de se expor no sol. A partir disso ela foi mudando de postura. Se conscientizou e passou a se preocupar mais com a saúde da pele. Agora, ela segue as sugestões do médico. Nos primeiro dias, passa protetor no corpo inteiro e apenas após algum tempo ela começa a aplicar um protetor solar com fator de proteção 8 — que ainda é pouco. 
 
Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press.
 
 

Alerta

Leonardo Spagnol, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), comenta que apesar de ser um hábito antigo, muitas jovens ainda usam produtos não-convencionais para tomar sol, mas diz que o preço a se pagar é muito maior do que o suposto benefício. "Esses métodos oferecem riscos. Esses produtos podem ser tóxicos. Não sabemos a procedência ou o que eles levam em sua composição. Muitas vezes possuem óleos e isso funciona como uma lente de aumento para o sol”, explica.
 
A sugestão do especialista para garantir o aspecto bronzeado, mas sem prejuízos à saúde, são os autobronzeadores. Produtos que escurecem a camada mais superficial da pele gradativamente e que dispensam, inclusive, a exposição ao sol. "É preciso ter paciência e pensar a longo prazo, usando o protetor solar e se possível pegar sol de uma maneira segura e sem se queimar”, ressalta Leonardo Spagnol.
 
O médico adverte que essas alternativas inadequadas são um perigo e aumentam as chances de uma queimadura de primeiro ou segundo grau. "Uma queimadura de segundo grau, com desidratação,  pode levar a óbito”, avisa. Além disso, as queimaduras na pele jovem aumentam o risco de melanoma e a exposição de maneira exagerada ao sol favorece o envelhecimento da pele, pois o colágeno vai se degradando e a pele perde a resistência.