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Povos do cerrado se reúnem em Brasília

Povos e comunidades tradicionais se unem na semana em que é comemorado o dia do cerrado, 11 de setembro

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postado em 13/09/2012 17:41 / atualizado em 14/09/2012 18:43

Ed Alves/CB/D.A Press
Na manhã desta quinta-feira (13/9), cerca de mil representantes indígenas, quilombolas, gerazeiros, vazenteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares se reuniram sob a tenda do Circo Ary Pararrayos, com o objetivo de debater a preservação do cerrado. Organizações da sociedade civil do Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo e Bahia também participaram do painel de conjuntura, com discussões sobre o contexto socioambiental, segurança territorial e desenvolvimento econômico.

O evento faz parte do VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que teve início na noite de ontem (12/9) com a solenidade de abertura e as apresentações culturais do grupo Faz de Conta e da dupla mineira Zé Mulato e Cassiano na tenda principal, Circo Ary Pararrayos — em homenagem ao fundador da Rede Cerrado, realizadora do evento.

Professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB), Donald Sawyer deu início às ponderações sobre o tema programado. Segundo Sawyer, cerca de um milhão de quilômetros quadrados do cerrado já foram desmatados, o que intensifica os sinais do efeito estufa. “O cerrado continua numa situação, no mínimo, secundária. O Brasil e o mundo ainda não sabem o valor dessa vegetação”, disse.

Sustentabilidade

Caboclo e extrativista da reserva do Rio Cajari, no Amapá, Pedro Ramos declarou que não há desenvolvimento sustentável se não houver ligação com as esferas econômica, social e ecológica. Pedro relembrou os tempos de criança: “Antigamente a natureza tinha um acordo com a gente. Hoje ela nos maltrata com a estiagem e a escassa comida, por exemplo”.

Ao final das manifestações, Damiana Campos do Instituto Rosa Sertão, citou o movimento dos pescadores pela luta de território, não como ocupação econômica e geração de renda, mas como parte da cultura do povo. “Nossas lutas devem ser unificadas, relembrando ao governo que não é só a terra, mas a cultura que vem de muitas gerações”, concluiu.

O grupo indígena de Dourados, no Mato Grosso do Sul, de etnia Terena e Guarani-Kaioá, apresentou a dança festiva Petei Tenondeporãrã Rehe, com 12 representantes. Nesta sexta-feira (14/9), a partir das 9h, o seminário Unicom: Universidade e comunidades, parceiras na conservação e uso sustentável do cerrado, na Câmara Legislativa do DF, contará com a presença de estudantes da UnB. As estruturas permanecem na área externa do Memorial até 16 de setembro.

Confira a programação cultural e de seminários e oficinas por meio do site www.redecerrado.org.br.
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