SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

A cara do teatro infantojuvenil

Projeto inédito quer revelar a economia criativa que move o mercado de espetáculos para crianças no país. A etapa local começa hoje

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 19/09/2012 08:00 / atualizado em 18/09/2012 11:04

O teatro infanto-juvenil brasileiro está prestes a se tornar mais conhecido. O inédito Projeto de Mapeamento do Setor das Artes Cênicas para a Infância e Juventude em território nacional, realizado pela Cia. Boto Vermelho, aterrissa hoje em solos brasilienses na tentativa de destrinchar esse segmento e entender qual seu papel artístico e econômico no país.

Com patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras, o mapeamento será feito em cada um dos 26 estados e no DF. A iniciativa já percorreu Goiás, Pernambuco, Alagoas e Paraíba para traçar uma radiografia não muito feliz. “Goiânia, por exemplo, é bastante frágil. Um dos únicos programas locais é um apoio de R$ 400 mil para todos os setores. Teatro, dança, circo, tudo”, adianta Ricardo Schöpke, idealizador e realizador da ação. O cenário se repete na maioria das capitais. “É uma penúria enorme. Vemos um teatro infantojuvenil abandonado, com pouquíssimos grupos em atividade consistente”, completa Schöpke, à frente da Cia Boto Vermelho, que tem, na trincheira infantojuvenil, seu principal campo de batalha.

O foco principal é desenhar um painel nacional a partir das questão estaduais, mapeando a atuação de grupos ou companhias que trabalhem profissionalmente ou amadoristicamente com artes cênicas para a infância e juventude: formação, espaço físico, formas de produção, relação com todas as leis de incentivo, editais e prêmios. “Não vamos mascarar a realidade. Esse é um trabalho técnico para mostrar tantos o déficit quanto os fazedores reais do teatro para infância e juventude, com estética, conceito e estrutura. Os grupos que entram nessa luta e são geradores de economia criativa”, afirma Schöpke.

Encontro brasiliense
Em Brasília, o encontro se desenrola por quatro dias, a partir de hoje, com apresentação global do projeto e reunião com representantes locais, desde a mídia até os fazedores e pensadores de teatro. A abertura tem início às 14h, no Espaço Brasil 21 Cultural, com foco na discussão sobre a situação do teatro para a infância e juventude na capital federal. À frente do chamamento das companhias e grupos da capital, está a diretora e atriz Eliana Carneiro, da Cia. Os Buritis.

A triagem resultará em um catálogo capaz de posicionar o teatro infantojuvenil no cenário nacional e como ele movimenta a economia e a produção artística no país. De acordo com Schöpke, a expectativa é de que 150 grupos trabalhem de maneira ativa e consistente no segmento. “Um dos propósitos é garantir espaço coerente para essas companhias em editais e fundos de apoio à cultura”, indica. A recém-criada Secretaria de Economia Criativa também entra como uma das apoiadoras e maiores interessadas no mapeamento, na tentativa de entender como as companhias funcionam culturalmente e refletem essa ação na economia.


27
Quantidade de unidades federativas que o mapeamento vai percorrer
Tags:

publicidade