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Os gigantes estão de volta

Duas das principais bandas da história do rock, Led Zeppelin e AC/DC, lançam filme e CD ao vivo, respectivamente

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postado em 26/09/2012 08:00 / atualizado em 25/09/2012 12:06



Led Zeppelin e AC/DC, lendas vivas do rock mundial, prometem movimentar o mundo da música nos próximos dois meses. A banda inglesa, formada por Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham (morto em 1980), é considerada pelo Hall da Fama do Rock And Roll tão influente nos anos 1970 quanto os Beatles na década de 1960. O grupo, que já vendeu cerca de 130 milhões de álbuns em todo o mundo, lança, em 17 de outubro, o filme do famoso concerto Celebration Day, de 2007, no estádio O2, de Londres, realizado mais de 25 anos depois do fim da banda, que continua com uma legião de fãs pelo planeta.

A vez da australiana AC/DC vir com novidades é no mês seguinte ao Led Zeppelin. Dono de um dos álbuns mais vendidos da história da música (Back in Black, 41 milhões de cópias), formado nos anos 1970 e ainda atuante, o grupo lança, em 20 de novembro, o seu primeiro álbum ao vivo em duas décadas. AC/DC Live at River Plate mostra o intenso show de Brian Johnson, Angus Young, Malcolm Young, Cliff Williams e Phil Rudd em 2009, na Argentina, parte da última turnê da banda.


                                                                   Retorno ainda distante


O Led Zeppelin é considerado o grande grupo do rock nos anos 1970. E, assim como os Beatles, não tive a longevidade dos Rolling Stones ou do próprio AC/DC. Formada em 1968, a banda que deu ao mundo clássicos como Stairway to Heaven, Kashmir e Black dog se desfez após a dramática morte do baterista John Bonham, em 1980.


Desde então, o vocalista Robert Plant, o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones rejeitaram a ideia de se juntarem outra vez. A única exceção foi o show de 2007, em Londres, com Jason Bonham, filho de John, na bateria. À época, apenas 18 mil fãs, dentre um milhão de concorrentes aos ingressos, puderam ver o grupo reunido. Em coletiva de imprensa na última sexta-feira, Plant, junto a Page e Jones, já acenou com a falta de vontade de reunir a banda outra vez, alegando que o Led Zeppelin é algo de outro tempo.


Aos que não puderam ir a Londres há cinco anos, o filme da reunião Celebration day, a ser lançado nos cinemas de 40 países, pode ser a oportunidade de ver algo mais próximo de um show dos gigantes do rock da década de 1970. A movimentação dos fãs brasileiros deve começar amanhã, quando começa a pré-venda para as salas do Cinemark e UCI Cinemas  a lista de todas as salas ao redor do mundo está no site oficial da banda, www.ledzeppelin.com, que já anunciou também o lançamento do show em CD, DVD, LP e Blu-Ray.


O guitarrista brasiliense Vitor Fernandes, da banda Celebration Band, cover de Led Zeppelin, já está se adiantando para garantir seu lugar em frente à telona para realizar um sonho. O rapaz, que diz ter encontrado seu caminho na música após ouvir a banda inglesa, nasceu há apenas 25 anos, e nunca teve o gostinho de ver os ídolos de perto. Eu nem era nascido quando a banda terminou, lamenta Vitor. Ver o Celebration day no cinema é a realização um sonho, uma chance de praticamente estar em um show deles.


18 mil
Número de fãs que assistiram ao show Celebration day, na arena O2 em Londres


                                                                     Duas décadas depois



O AC/DC lançará a gravação de seu espetáculo de 2009, em Buenos Aires, em CD e LP. A apresentação na capital argentina foi a escolhida dentre 108 cidades percorridas em 28 países durante a turnê Black ice world tour, que reuniu cinco milhões de espectadores em seus shows entre 2008 e 2010. AC/DC Live at River Plate incluirá tanto sucessos dos anos 1970 e 1980, como Highway to hell e Back In black, quanto músicas recentes, como Black ice e Rock and roll train.


A banda australiana tem uma peculiaridade: não põe suas músicas no comércio do iTunes. O grupo, que já vendeu cerca de 100 milhões de álbuns desde os anos 1970, é à moda antiga, prefere discos compactos e de vinil. A opção não desagrada Renato Alves, vocalista da banda cover AB/CD. Comprarei o CD e o LP e pago até algumas centenas de reais para tê-los, sintetiza.


Para comprar o disco, Renato não precisará desembolsar tanto. Em pré-venda até 19 de novembro no site oficial da banda (www.acdc.com), o CD duplo com um encarte de 24 páginas custa R$ 30,83 e o pacote com três discos de vinil sai por R$ 67,89. Renato, porém, guarda lembranças que, segundo ele, não têm preç. O rapaz esteve em um dos shows da turnê, em 2009, no estádio do Morumbi, em São Paulo, três dias antes das apresentações na Argentina. Foi, sem dúvida, o melhor show que vi de uma banda, diz. Depois de comprar o álbum, vou reviver 2009, cantar todas as músicas e me inspirar para os futuros shows do AB/CD, acrescenta.


O lançamento do álbum em LP fará o publicitário (e fã confesso de AC/DC) Bruno Gallo, 22 anos, comprar um toca-discos. Ele se decidiu pela aquisição no ano passado, quando ouviu um dos sucessos do grupo em LP. Se eu tinha alguma dúvida de que iria comprar o aparelho, não tenho mais, diz. Depois que ouvi Back in black em um disco de vinil, achei simplesmente fantástico, emenda. Bruno lamenta não ter ido ao show no Morumbi: O único arrependimento que tenho na minha vida, que me entristece quando eu penso, é não ter ido ao show do AC/DC. A partir de 20 de novembro, ele poderá recuperar parte do show que não curtiu em 2009.

200 mil
Número de espectadores que foram ao estádio do River Plate nos três dias de apresentação do AC/DC

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