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UnB

Começa hoje (22) festival que celebra culturas latino-amerina e africana

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postado em 22/10/2012 18:05 / atualizado em 22/10/2012 20:08

Começa nesta segunda-feira (22/10) a 3ª edição do Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura (FLAAC) na Universidade de Brasília (UnB). O evento faz parte da semana universitária e também do calendário de comemorações dos 50 anos da UnB. São esperadas 20 mil pessoas até o fim do festival, na sexta-feira (26). Uma parceria com a Secretaria de Educação será responsável por levar 5 mil alunos de escolas públicas para visitar o local.

Os estudantes do Centro de Ensino Médio 2 de Planaltina foram à universidade (UnB) para participar dos primeiros trabalhos desenvolvidos pelo evento, em uma sala do Instituto Central de Ciências (ICC) Norte. O Brasil africano que Gabriel Angelo viu nas projeções e fotos históricas o surpreenderam, porque era uma parte da história que ele não conhecia. “Não sabia que houve uma política de higienização, para tirar os negros dos lugares. Aprendi muito”, conta.

Priscila da Silva Souza, 17 anos, gostou de ter participado da mostra por ter sido uma revisão dos conteúdos que aprendeu em sala de aula. “Ações afirmativas, como a Lei de Cotas, influenciam no entendimento do que os negros passaram. São formas de reconhecimento por todo o sofrimento ”, declara. Priscila pretende cursar psicologia e entrar na universidade pelo sistema de cotas.

O aluno do 7º semestre de sistemas de informação Washington de Oliveira é voluntário da mostra e acredita que essas atividades geram mais entusiasmo para o início do semestre. Ao lado fotografia de Frida Kahlo e Diego Rivera na exposição Carametade, de Roger Regner, o estudante explica a mudança que o acesso às culturas latino-americana e africana no festival promove. “Essas obras abrem nossos olhos para ver coisas que nunca vimos antes.”

Aldeia global

O Flaac 2012 se divide em três tendas: o Espaço África — Anísio Teixeira, a Mandala Global — Mestre Teodoro, e a Oca dos Povos Indígenas — Darcy Ribeiro. Cada espaço presta homenagem a um personagem importante para a história da universidade. Há também o Espaço Livre — Honestino Guimarães, uma área de convivência onde o público poderá se manifestar artisticamente e promover encontros e trocas.

A intenção do festival é formar uma aldeia global, termo inspirado no conceito desenvolvido pelo filósofo Marshall McLuhan, primeiro a falar das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica causadas pela informática e pelas telecomunicações. Para ele, esse processo fazia com que o mundo se reduzisse a uma aldeia global, onde a distância entre cada habitante do planeta diminuía.

É justamente esse o objetivo do festival: aproximar culturas e povos — no caso os latino-americanos e africanos — e possibilitar trocas de experiências artísticas. Pela manhã ocorrem oficinas, workshops e seminários e, à tarde, haverá peças teatrais, performances, espetáculos musicais e de dança, além dos resultados das oficinas.

Inscrições

Todas as atividades ocorrem em uma arena montada entre o ICC, a Biblioteca Central e a Reitoria. Para as atividades da manhã, é preciso fazer inscrição entre 8h e 9h na Central Flaac, identificada na arena. Quem for participar das atividades durante a tarde tem de chegar com uma hora de antecedência.

Comemoração dupla

As duas primeiras edições do FLAAC ocorreram em 1987 e em 1989, num período onde a democracia dava os primeiros passos após anos de regime militar. O evento foi criado para comemorar os 25 anos da UnB. Na edição deste ano, além de comemorar 25 anos desde a primeira edição, o festival está presente, mais uma vez, no aniversário da universidade, que completa 50 anos em 2012.

Confira a programação completa do Flaac 2012

Anote
Flaac 2012
Quando: de 22 a 27 de outubro, das 9h às 23h
Onde: Câmpus Darcy Ribeiro – UnB
Entrada franca
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