Surpresas no picadeiro

Kukli reúne alguns dos melhores artistas circenses do mundo. A cidade pode conferir as estripulias do grupo hoje

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postado em 16/11/2012 08:00 / atualizado em 15/11/2012 10:14

Diego Ponce de Leon

 
 

 

 

Valentyna Kriher (E): perfomances que devem arrancar aplausos da plateia brasiliense 
Valentyna Kriher (E): perfomances que devem arrancar aplausos da plateia brasiliense




Respeitável público… esqueça os clichês. O Circo Theatral Russo Kukli, que faz espetáculo hoje, no Ginásio Nilson Nelson, é uma iniciativa inédita. O próprio nome da trupe já antecipa. “Circo” não basta, “teatro” completa, “russo?”, não é tanto assim. Com artistas das mais variadas artes, oriundos das mais prestigiosas companhias artísticas de todas as partes do mundo, como Cirque du Soleil e Bolshoi, o Kukli conta com um elenco sem precedentes. Foram anos até a liberação dos integrantes e uma coincidência de agendas que pudesse servir a todos. “Há 20 anos tivemos a ideia. Desde lá, foi muito trabalho. Mas, o resultado é extraordinário”, afirma Augusto Stefanovit, produtor russo brazuca que acompanha o grupo por todas as 22 cidades brasileiras no roteiro. O país é o primeiro a receber a iniciativa, que está com turnê programada para a Europa, em 2013.

O repertório do Kukli, como esperado, é vasto. O quarteto alemão White Gothic chama a atenção do público com uma apresentação baseada em força física movida a 300kg de músculos. O Circo Bolshoi emprestou o malabarista Gumenyuk Volodymyr, responsável por um dos momentos mais aguardados do espetáculo. Entre as habilidades circenses tradicionais, Alyona Pavlova se destaca em um número aéreo e justifica o título de mais talentosa acrobata do planeta. Os risos também não fogem do trivial e ficam a cargo da dupla de palhaços Duet Konfuz, enquanto o espanhol Raúl Alegria cuida dos truques de ilusionismo.

O grupo chega a Brasília com uma exitosa bagagem. Em cidades por onde já passou, o Kukli deixa positiva impressão e um certo saudosismo no ar, já que a turnê foi escalada a partir de apresentações únicas.   A capital federal abre o picadeiro, somente por hoje, para receber a animada trupe, disposta a surpreender quem for.


Contorcionismo

 

 

O trio To Re Mi Contorsion deve sair do Nilson Nelson como uma das atrações favoritas da plateia. Tem sido assim por onde passa. Exatamente como acontece no Grand Cabaret e no Le Monde, na França, onde se apresentam regularmente. A alemã Valentyna Kriher revelou ao Correio que a tríplice está entusiasmada principalmente em virtude “do clima fervoroso das apresentações”. Segundo ela, os artistas estão surpresos com o “calor humano e animosidade do brasileiro”. Quando perguntada sobre a dificuldade em fazer consecutivas apresentações, ela não parece preocupada: “O corpo está acostumado. Claro, há lesões, mas nada que prejudique a performance”.


“Com tantas apresentações, podemos sentir um pouco de dor. Mas, disfarçamos bem”
Valentyna Kriher, artista circense



Você sabia?

Kukli significa “boneca”, em russo, e faz referência às famosas matrioskas (ou babuskas), que surgem uma dentro da outra, sempre em menor dimensão, cilíndricas e ornamentadas. A beleza das bonecas russas reside não somente nas menores versões encontradas no interior de cada uma, mas na pintura da madeira, sempre delicada e criativa. O circo se inspira na mesma ideia e, munido dos devidos adornos e paramentos, espera surpreender o público com uma atração nascendo da outra.

A representação da Rússia no espetáculo não é por acaso. No país de Putin, o circo é respeitado e admirado como arte, da mesma maneira que a ópera e o balé. O produtor local Emmanuel Gomes se mostrou impressionado com a importância do segmento em terras russas: “O espetáculo é a prova de que o pessoal por lá leva o circo muito a sério. Acho que os brasilienses terão uma grata surpresa com o nível de profissionalismo e dedicação”.


Espetáculo
Os 50 artistas da companhia farão 22 apresentações em 30 dias


Kukli Circo Theatral da Rússia
Hoje, a partir de 19h. No Ginásio Nilson Nelson. Ingressos entre R$30 e R$230 (valores referentes à meia entrada), à venda na Central de Ingressos (Brasília Shopping) e lojas Cia Toy. Classificação indicativa livre.

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