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Centenário de Luiz Gonzaga será tema de audiência pública hoje

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postado em 22/11/2012 11:42 / atualizado em 22/11/2012 12:03

Agência Câmara

Os 100 anos de Luiz Gonzaga e sua importância para a cultura brasileira serão discutidos audiência pública hoje, na Comissão de Educação e Cultura. Participarão da audiência o editor do Livro “Luiz Gonzaga – o matuto que conquistou o mundo”, Reivaldo Vinas; o músico Chambinho do Acordeon; e o pesquisador e historiador da Música Popular Brasileira, Ricardo Cravo Albim.

Foram convidados ainda para falar sobre o Rei do Baião o diretor do Filme "Gonzaga - de pai para filho", Breno Silveira; e compositor Raimundo Fágner.

Autor do requerimento para a realização da audiência, o deputado Penna (PV-SP) lembra que Gonzagão, como também era conhecido, inseriu o Nordeste na música brasileira. “Sua obra fala das dores, amores, sortilégios, buscas, tristezas, alegrias do povo nordestino. Ele foi o cronista de um tempo e de um lugar, o sertão, a caatinga; e de uma forma tão grande que transcende a tudo”, diz o deputado.

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em Exu, caatinga pernambucana, no dia 13 de dezembro de 1912. Filho de Dona Santana e de Januário, sanfoneiro, começou cedo a tocar a sanfoninha de oito baixos do pai. Fugiu de casa aos 17 anos, quando o Januário lhe deu uma surra devido a uma briga causada por uma paixão platônica.

No Rio de Janeiro dos anos 30, assumiu a carreira de músico, tocando valsinhas e outros ritmos em voga. Certa vez, a pedido de nordestinos que estavam na plateia, Gonzaga começou a tocar a música que havia inventado, “ou reinventado”, o baião, lembra ainda o deputado. Fez isso também com outros gêneros do sertão, como a rancheira, o xaxado, o arrasta-pé, o aboio, o xote, entre outros.

Centenas de músicas de Luiz Gonzaga, como Asa Branca e Luar do Sertão, correram o País durante a chamada Era de Ouro do rádio. Gonzagão abriu portas ainda para diversos cantores do Nordeste como Jackson do Pandeiro, Marinês, João do Vale e Trio Nordestino.

O cantor, compositor e sanfoneiro morreu em 1989, em Recife. O filme de Breno Silveira, em cartaz nos cinemas brasileiros, resgata a complicada relação entre ele e seu filho (para alguns estudiosos, adotivo), Gonzaguinha.

O deputado Penna acha importante avaliar, por meio da audiência, questões como o que significou a música de Luiz Gonzaga para a construção de outros movimentos como a tropicália e o manguebeat; e o que o compositor pernambucano representa para a identidade dos brasileiros.

A audiência teve início às 10 horas no Plenário 10.







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