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Cultura

Mais algumas doses

Integrantes do Barão Vermelho se reencontram para celebrar os 30 anos de carreira, e passam por Brasília amanhã

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postado em 22/02/2013 11:52


No palco, o grupo resume a discografia de 15 álbuns em 23 músicas, fora o bis (Fotonauta/Divulgação) 
No palco, o grupo resume a discografia de 15 álbuns em 23 músicas, fora o bis

Em 2012, completaram-se três décadas desde que o Barão Vermelho lançou o homônimo disco de estreia. Para celebrar a data, a trupe, que estava separada desde 2007, resolveu se reunir para turnê especial, batizada de +1 Dose, que começou em janeiro e seguirá até abril. Amanhã, a partir das 22h, os brasilienses poderão conferir o reencontro no Ópera Hall. Depois, cada um volta para seu canto. A abertura da noite fica por conta da banda Autoramas.

Roberto Frejat (guitarra e voz), Guto Goffi (bateria), Peninha (percussão), Rodrigo Santos (baixo) e Fernando Magalhães (guitarra) — além do tecladista Maurício Barros, da formação original da banda — estão curtindo a onda de reaprender seus maiores sucessos. “A gente adora tocar junto, é uma delícia”, diz Frejat. “Lógico que tem todo um processo de recondicionamento motor para as coisas. Lembrar as letras, como são as músicas. Mas o barato de tocar junto e do entendimento é muito fácil.”

Os integrantes do Barão ficaram sem dividir o palco por alguns anos, mas, durante o período, sempre se esbarravam pelas badalações cariocas. “Então, ficava apenas a saudade de tocarmos juntos”, conta Frejat, “e isso está sendo plenamente saciado na turnê”. Após Brasília, os roqueiros seguem para Porto Alegre, Curitiba, Vitória e outras cidades, e retornam para o Rio de Janeiro e São Paulo, por onde já passaram.

O repertório do show vai bem além do álbum de estreia, que trazia canções como Todo amor que houver nessa vida, Ponto fraco e Down em mim. Frejat promete sucessos dos 15 discos lançados pela banda. “Paramos em 23 músicas, fora o bis”, contabiliza. Haja fôlego. “Dificilmente faremos um show igual ao outro”, antecipa.

A novidade fica por conta de Sorte ou azar, composição de Frejat e Cazuza que ficou de fora do trabalho de 1982, e estava inédita até o ano passado. Cazuza foi o vocalista do Barão até 1985, quando saiu para a carreira solo. Desde então, Frejat assumiu os vocais.

 

Três perguntas // Roberto Frejat

Como foi o reencontro com Sorte e azar, a canção inédita?
É uma música de que sempre gostei muito, mas não lembrava se a voz do Cazuza estava completa. O Ezequiel Neves e o Guto Graça Mello, produtores do nosso disco de estreia, queriam que ele tivesse uma sonoridade mais urgente, uma pegada mais roqueira, e Sorte e azar é uma balada, por isso acabou de fora. Quando ouvimos a faixa na fita original, vimos que a voz do Cazuza estava intacta e que as duas versões que fizemos eram boas. Gostamos de como o material estava soando e vislumbramos a possibilidade de fazer o que fizemos. Regravamos todos os instrumentos e mantivemos apenas a voz do Cazuza.

Qual é a diferença entre o Barão do início, com Cazuza à frente, e a outra formação? Quais as mudanças percebidas por você ao longo desses 30 anos?
A gente começou muito garoto. Cazuza era o mais velho e tinha 23 anos, eu tinha 19 e o mais novo era o Dé, com 16. Gravamos 15 discos, nem o Led Zeppelin ou os Beatles fizeram tantos. Estamos tocando melhor, dominando melhor a cena, mais maduros. Agora, nosso caso é muito mais uma questão de celebrar uma obra que é bacana. Quem gosta de rock vai gostar muito mais agora.

Quais são os planos individuais dos integrantes para depois da turnê? Há projetos também em conjunto, enquanto Barão Vermelho?
Terminada a turnê, vamos nos dedicar aos nossos projetos solo. A Conspiração Filmes, junto com a diretora Mini Kerti, está registrando vários momentos da turnê: a preparação dos shows, as semanas de ensaios, momentos de bastidores. Ainda não sabemos quando nem como esse material vai ser disponibilizado, mas acho que ainda demora um pouco. Não há a intenção de lançarmos novo CD.

» BARÃO VERMELHO 30 ANOS — TURNÊ +1 DOSE
Amanhã, às 22h, no Ópera Hall (SHTN, Trecho 2, Conjunto 5, próximo ao Bay Park). Ingressos a R$ 100 (camarote) e R$ 70 (pista) — referentes a meia-entrada e primeiro lote. Vendas na Fnac (ParkShopping) e Central de Ingressos (Piso G2 do Brasília Shopping). Não recomendado para menores de 16 anos.

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