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Memórias de um gigante

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postado em 03/06/2013 16:44 / atualizado em 03/06/2013 17:18

Daniel Ferreira/CB/D.A press
Livro que será lançado hoje na Feira Literária de Pirenópolis conta a história da incrível aventura de exploradores espanhóis do século 16 no Rio Amazonas
Na semana em que o mundo celebra o Dia do Meio Ambiente, prepare-se para fazer uma viagem inesquecível pelo maior rio das Américas e o segundo mais extenso do mundo! O livro O descobrimento do Rio Amazonas reconstitui uma das expedições mais incríveis já vividas por um explorador através da Amazônia, a maior reserva de biodiversidade do mundo. Venha seguir os passos do jovem aventureiro Francisco Orellana nessa incrível aventura, que começa em 1541, apenas alguns anos depois de os portugueses desembarcarem no Brasil!

Impávido colosso
O Rio Amazonas nasce nas montanhas do Peru e deságua no mar quando chega ao litoral brasileiro, depois de viajar mais de 6,9 mil quilômetros. Por isso mesmo é que ele é o segundo maior do mundo e, em extensão, só perde para o Rio Nilo, na África. O Rio Amazonas abraça a mais rica floresta tropical do mundo, com muitas espécies de animais e plantas que ainda nem foram descobertas pelo homem. Além de toda a biodiversidade, ele guarda a lembrança de muitas histórias, aventuras, mitos e lendas. A expedição de Francisco Orellana é uma delas.

Sede de aventura
Fevereiro de 1541. Aos 21 anos, Francisco Orellana foi convidado a se juntar a Gonzalo Pizarro, governador de Quito, em uma expedição pela Floresta Amazônica em busca de ouro e canela. Na época, esse tempero era muito valioso e difícil de ser encontrado. O jovem foi nomeado tenente-general da expedição e construiu uma enorme embarcação de madeira para seguir viagem através do rio.

Separação

Em dezembro daquele ano, sem encontrar o que procuravam e passando muita fome, Gonzalo e Orellana decidiram que um pequeno grupo deveria ir na frente, em busca de comida. Orellana se dispôs a se adiantar com 59 homens e nunca mais voltou. Acabou ganhando fama de traidor, e Gonzalo jamais o perdoou por isso.

Viagem perigosa

Orellana e sua tripulação travaram uma intensa batalha com o povo Omaguá. Os índios foram vencidos, e os conquistadores descobriram uma aldeia cheia de comida. Encontraram também uma louça fabricada por aquele povo que era bastante sofisticada. A aldeia foi saqueada e os exploradores continuaram a viagem em meio a muitos ataques indígenas e perigos naturais que se seguiram.

Guerreiras mitológicas

A mais sangrenta de todas as batalhas ocorreu contra um grupo de icamiabas, índias guerreiras muito fortes, violentas e corajosas. Depois do cruel encontro onde muitos morreram, as fabulosas índias foram apelidadas de Amazonas, assim como as figuras guerreiras da mitologia grega. É por isso que até hoje o rio por onde navegou Orellana é chamado de Amazonas. Após esse episódio, não há registro de uma tribo indígena como essa ter sido vista novamente, e as Amazonas viraram lenda.

Mar à vista
Em 26 de agosto de 1942, os sobreviventes da tripulação de Orellana finalmente alcançaram a pororoca, onde o Rio Amazonas se encontra com o mar. Foi um ano e meio de aventura e, quando ela terminou, o grupo retornou à Espanha, onde foi recebido com grande surpresa por causa dos inúmeros perigos a que tinham sobrevivido.

Um dia para não esquecer
É difícil acreditar, mas todo o verde da Floresta Amazônica, com as árvores altas, cheias de vida e as águas fartas e turbulentas do Rio Amazonas podem desaparecer se o homem não preservar. O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, existe para ninguém se esquecer da importância de cuidar da natureza.

— A gente tem que cuidar do meio ambiente, senão tudo vai virar um grande deserto, afirma Gustavo Nunes, 9 anos.

 — Não pode desperdiçar água no banho, estragar comida, destruir as florestas nem caçar e matar os animais. Se a gente não protege o meio ambiente, o mundo perde o equilíbrio!, lembra Yasmin Rodrigues, 9 anos.

Conhecer é preciso
Quando a escritora Lucília Garcez ouviu falar da incrível jornada do conquistador espanhol Francisco Orellana pelo Rio Amazonas, ela resolveu contar essa impressionante aventura. O descobrimento do Rio Amazonas é inspirado no relato que o frei Gaspar de Carvajal, integrante tripulação de Orellana, fez a respeito da incrível jornada através do segundo maior rio do mundo.

O livro foi lançado ontem, na Festa Literária de Pirenópolis. Para Lucília, se todos os brasileiros conhecerem a verdadeira história desse gigante misterioso, vai ser mais fácil preservá-lo!

— O Rio Amazonas é um dos mais importantes do mundo. Se um dia ele secar, todo o nosso clima no Brasil mudará. Por isso, precisamos cuidar dele, assim como de todos os outros rios, lagos, lagoas e até dos nossos mares, conta a autora.

Xô, ameaça!
Foi embaixo de uma árvore que Lucília contou a história do livro O descobrimento do rio Amazonas à garotada da Escola Classe Jardim Botânico, no Lago Sul. Eles escutaram tudo com muita atenção e, depois, comentaram o que acharam do livro.

— É uma história cheia de perigos! Se eu fosse viajar pelo Rio Amazonas, ia ficar de olhos beeem abertos, aposta Isadora Azevedo, 9 anos.

O mito da corajosa tribo que enfrentou os espanhóis lembrou a criançada de outras histórias e lendas sobre as águas do segundo maior rio do mundo:

— Tem a lenda da sereia Iara e a do boto-cor-de-rosa! Exclamaram Camile Fróis, 7 anos, e Amanda Pereira, 9. E quais são os outros animais que o Rio abriga?

— Deve ter muito peixe grandão. Tem jacaré, tartaruga, sapo, anta, peixe-boi e ariranha, lembra Lucas Viana, de 8 anos.
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