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Correio Braziliense

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Enfim, livros

Depois de sete anos, a Biblioteca Nacional de Brasília começa a disponibilizar parte do acervo adquirido. Administração do espaço espera, agora, um aumento no número de frequentadores

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postado em 26/06/2013 19:12 / atualizado em 26/07/2013 12:44

Nahima Maciel

Ed Alves/CB/D.A Press
Inaugurada há sete anos e até hoje sem um acervo disponível ao público, a Biblioteca Nacional começa a ganhar ares de biblioteca no sentido mais tradicional do termo, a partir de amanhã, quando um lote de 800 livros dos 7,8 mil adquiridos desde março estiver disponível para o público. “Vai funcionar como qualquer biblioteca”, explica Ivana Sant’ana, subsecretária de políticas do livro e da leitura da Secretaria de Cultura. As publicações estarão disponíveis no segundo andar do prédio, e os usuários precisarão preencher um cadastro para ter direito aos empréstimos. Cada usuário poderá retirar dois títulos por vez e os volumes poderão ficar nas mãos dos leitores, no máximo, por 10 dias.

Hoje, cerca de 400 pessoas passam, diariamente, pela Biblioteca Nacional. Com a inauguração do acervo, esse número deve aumentar, mas ainda não há uma expectativa. “Com certeza, a dinâmica da Biblioteca vai mudar, porque o público será maior”, diz Ivana. O acervo foi adquirido graças a um repasse de R$ 500 mil de emendas parlamentares. No total, são 2,8 mil títulos distribuídos em diversas áreas. Literatura, saúde, história, direito, economia e administração foram contemplados, além de livros direcionados para concursos públicos, para atender boa parte do público que hoje frequenta o local. Lançamentos do mercado editorial também entraram na lista, uma tentativa de iniciar uma coleção atualizada. Até o início do ano, o acervo da biblioteca era constituído apenas de doações.

Segundo Sabrina Amorim, chefe da unidade de informação da diretoria do sistema da Biblioteca, os critérios adotados para a seleção dos títulos foram variados. “Pegamos pessoas das áreas e perguntamos o que elas tinham para contribuir. São pessoas que trabalham na secretaria e professores da Universidade de Brasília (UnB)”, explica Sabrina. Foram consideradas, ainda, as demandas dos próprios usuários, cujas sugestões são colhidas diariamente, e uma listagem iniciada na gestão anterior à de Yuri Barquette, atual diretor da instituição.

De acordo com Ivana, entre as ações planejadas para a biblioteca está tornar o segundo andar um espaço mais adequado ao convívio entre os frequentadores. Hoje, o salão de leitura é formado por mesas e baias de estudo, além de salas para trabalhos em grupos e algumas poltronas. No entanto, o acesso, normalmente feito por quatro elevadores, está reduzido a apenas dois. Os outros estão quebrados. Nas paredes, cartazes pedem aos frequentadores que utilizem as escadas de emergência para poupar energia.
A catalogação dos livros está sendo feita aos poucos e, num primeiro momento, foi dada prioridade a áreas que estavam deficientes, como a de referência, com dicionários e gramáticas. Veja alguns dos livros que você poderá encontrar na Biblioteca Nacional. Nem todos estão catalogados, mas, ainda esta semana, será possível realizar empréstimos de bons títulos da literatura brasileira e internacional.


7,8 mil
Número de livros adquiridos desde março

"Com certeza, a dinâmica da Biblioteca vai mudar, porque o público será maior”
Ivana Sant’ana, subsecretária de políticas do livro e da leitura da Secretaria de Cultura


Como ter acesso ao acervo
Para se cadastrar, o usuário deve apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência. Os menores de 18 anos precisam ainda da Carteira de Identidade, do CPF e de um termo de compromisso fornecido pela própria biblioteca e assinado por um representante legal do cadastrado, além da cópia da Carteira de Identidade deste último. Também será possível reservar títulos por 48 horas no próprio balcão de atendimento ou pelo site da biblioteca (www.bnb.df.gov.br/sophia).

Alguns títulos disponíveis

Farenheit 451
De Ray Bradbury

Publicado em 1953, o romance é uma ficção-científica futurista sobre um mundo no qual os livros são proibidos, assim como as opiniões individuais. A história começou em forma de conto publicado em uma revista para depois tomar a dimensão de romance. O 451 do título é a temperatura necessária para incendiar o papel.

Jubiabá
De Jorge Amado

O livro é considerado a entrada de Jorge Amado no universo do romance social e é fruto dos primeiros contatos do autor baiano com o comunismo. Baldo, menino pobre, do morro, representa um Brasil marcado pelo conflito racial e pela pobreza, mas também pela diversidade cultural e pelo sincretismo religioso.

Laços de família
De Clarice Lispector

Um dos livros de contos mais conhecidos de Clarice Lispector, Laços de família traz 13 narrativas nas quais a autora se debruça sobre as relações familiares da classe média carioca.

A menina que roubava livros
De Markus Zusak

A história se passa na Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra. Quem narra a trajetória da menina Lieslel é a Morte, que se afeiçoa pela garota de maneira inexplicável. A pequena Lieslel não é judia, mas tem um grande amigo judeu, que acaba levado pela narradora.

A paixão segundo GH
De Clarice Lispector

Toda a reflexão de GH, cujo nome nunca é identificado no romance, gira em torno da morte de uma barata. Depois de demitir a empregada e mergulhar na limpeza de um quarto, a protagonista entra em profunda depressão e narra, em primeira pessoa, a dor de não reconhecer a si mesma.

A viagem do elefante
De José Saramago

O último romance de José Saramago acompanha a história de um elefante que atravessa a Europa com destino a Viena. O animal é um presente de Dom João III ao arquiduque austríaco Maximiliano II, um capricho que impõe ao paquiderme uma bizarra viagem. Saramago se inspirou em história real para escrever o romance.

Funcionamento do balcão de empréstimos: segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábados e domingos, das 13h às 18h.

 

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