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Correio Braziliense

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Viagem pelo renascimento

O público brasileiro poderá conhecer a atmosfera de um dos períodos mais importantes da arte, em exposição com 57 obras-primas

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postado em 11/07/2013 14:00 / atualizado em 11/07/2013 11:05

Os principais nomes do Renascimento italiano terão obras expostas no Brasil, a partir deste mês, em São Paulo, e, em outubro, na capital federal. A proposta traz 57 peças de mestres como Leonardo Da Vinci, Michelangelo Buonarroti, Rafael Sanzio, Bellini, Ticiano, Tintoretto, Giorgione, Veronese, Botticelli e Donatello, que representam toda a atmosfera de um dos maiores movimentos da história da arte. Para se ter uma ideia da grandeza da exposição Mestres do Renascimento: Obras-primas italianas, organizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), foram exigidos um seguro de mais de R$ 600 milhões e três aviões para o transporte do material. Inédita no país, a mostra reúne obras de vários museus italianos e de coleções particulares e será apresentada em seis núcleos, que representam a divisão do território italiano no período: Florença, Roma, Veneza, Milão, Urbino e Ferrara.

Tanto cuidado pode ser justificado por se tratarem de joias de um período de ebulição artística e cultural, marcado por transformações sociais, econômicas, políticas e religiosas. Tudo isso pontuada pela transição da Idade Média para a Idade Moderna. “A retomada do ideal greco-romano na Renascença derramava o Humanismo sobre a Itália e, em contrapartida, havia uma expectativa de salvação religiosa. Isso desembocava na dicotomia entre o discurso católico e a realidade mundana na efervescência cultural. O percorrer dos dois caminhos foi o fluxo que definiu também a arte no Renascimento”, explica a curadora da exposição e historiadora da arte, Cristina Acidini.

Na exposição, o visitante poderá sentir um pouco de como era a época de cada um dos núcleos. O primeiro, “Florença”, abrigará ícones do movimento como Cristo abençoando, de Rafael; e Morte de Lucrezia, de Giovanni Bazzi dito Il Sodoma. O núcleo “Roma” contará com, entre outras grandes obras-primas, um estudo arquitetônico de Michelangelo e Ascensione di Cristo, de Fra’Angelico. Os outros quatro núcleos — “Urbino”, “Milão”, “Ferrara” e “Veneza” — apresentarão grandes pinturas de artistas, como Giovanni Santi, Lorenzo Lotto, Paolo Veronese, Ticiano e Tintoretto; Sagrada Família com uma santa, de Andrea Mantegna; Retrato de Elisabeta Gonzaga, de Rafael; e Anunciação, de Giovanni Bellini.

Os organizadores prometem, ainda, uma estrutura especial para atender a demanda do público. Tanto em São Paulo quanto em Brasília serão realizadas as Viradas Renascentistas, que permitirão acesso à exposição durante as madrugadas de sábado para domingo.

 

Sant’Agostino Scrivente, 1480, [Santo Agostinho escrevendo], Alessandro di Mariano di Vanni Felipepi dito Sandro Botticelli, afresco destacado, 152,0 x 112,0 cm, Soprintendenza peri Beni Storici Artistico ed Etnoantropologico e Polo Museale della Città di Firenze/ Anna Bisceglia e padre Serafino Lanzettal Ognissanti
Pensador, antes de escritor: é assim que Santo Agostinho é representado por Botticelli em um afresco que mescla cores quentes, frias e tons pastéis.

 

 

Adorazione dei pastori, 1525-1535 [Adoração dos pastores], Lorenzo Lotto, óleo sobre tela, 145,8 x 166,0 cm, Brescia Civici Musei d’Arte e Storia – Itália
A madona ganha destaque na obra pela sobreposição de luz e cores. O menino Jesus recebe o afago do cordeiro, que pode representar a predestinação do próprio Cristo.

 

Trittico con Ascensione, Giudizio Universale e Pentecoste, 1447-1448, [Tríptico com Ascensäo, Juízo Universal e Pentecostes], Fra’ Angelico, têmpera sobre madeira, 18,0 x 55,0; 38,0 x 55,0; 18,0 x 55,0 cm – Galleria Corsini
As cores fortes e variadas do painel simétrico de Fra’Angelico apresentam, de um lado, a mensagem de uma nova vida e de reencontro entre mortais e santos. Do outro, a escuridão e os tons pastéis imprimem o tom sombrio nos rostos daqueles que não conseguiram a redenção.

 

San Giovanni Battista, s.d., [São João Batista], Donato di Niccolò di Betto de’ Barti dito Donatello, madeira entalhada policromada e dourada, 134,5 x 39 x 31 cm, Museo Civico e Gispoteca Bistolfi – Casale Monferrato
As esculturas de Donatello são ícones da Renascença italiana e, com São João Batista, o artista mostrou versatilidade e esculpiu na madeira os ideais greco-romanos que foram resgatados no período renascentista.

 

Annunciazione, s.d., [Anunciação], Alessandro di Mariano di Vanni Felipepi dito Sandro Botticelli, óleo sobre madeira, 86 cm, coleção particular, Itália
A madona recebe a visita do anjo para trazer a notícia que mudará os caminhos da humanidade. A sensação de “boa-nova” é transmitida por Botticelli pela escolha das cores vivas que iluminam toda a cena.

 

Cristo benedicente, 1506 [Cristo abençoando], Rafael, óleo sobre madeira, 31,6 x 25,0 cm, Brescia Civici Musei d’Arte e Storia
Rafael Sanzio representa cristo em um olhar sereno e seguro, abençoado após a crucificação. O manto vermelho sobre os ombros pode representar o sacrifício e o sangue derramado pela humanidade.

 

 

Studio di Portale, s.d., [Estudo de Portal], Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, lápis preto, aquarela marrom, 39,9 x 26,9 cm, Casa Buonarroti – Florença  

Michelangelo Buonarroti desenvolveu um importante trabalho de arquitetura no período renascentista. Diversas janelas, portais e pontes espalhadas por Florença e Roma têm a assinatura do artista.

Leda e il Cigno, s.d. [Leda e o Cisne], Leonardo da Vinci, óleo sobre madeira, 115,0 x 86,0 cm, Galleria Borghese – Roma
A sobreposição de luz e sombra, claro e escuro, colocam a modelo em primeiro plano, no centro da imagem. O cenário transmite uma áurea de mistério, assim como em Monalisa, obra mais famosa de Leonardo da Vinci.

CCBB SP
13 de julho a 23 de setembro de 2013 Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo – SP

CCBB DF
12 de outubro de 2013 a 6 de janeiro de 2014 SCES, Trecho 02, Lote 22 – Brasília

R$ 600 milhões
Valor estimado do seguro das obras para a exposição

 

 

 

 

 

 

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