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Em tela: a UnB e o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

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postado em 27/08/2013 17:20

Agência UnB

Escrevo este texto mergulhada no planejamento dos seminários acadêmicos da quadragésima sexta edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, orgulho e resistência do cinema nacional. Festival que, na verdade, nasceu na Universidade de Brasília, no entusiasmo de professores e alunos e, ao longo de sua trajetória, não fez mais do que se confirmar como um dos pilares da cultura cinematográfica nacional, funcionando como "parlamento do cinema brasileiro" ou ainda, como a "vitrine do cinema nacional".

A história do festival é inseparável da história da UnB. Contou com a inteligência de homens como Darcy Ribeiro, Pompeu de Souza, Paulo Emilio de Salles Gomes e outros intelectuais imbuídos do desafio de produzir e sistematizar um projeto que abrigasse e hospedasse as múltiplas faces culturais do país.

Vários dos mais consagrados diretores e profissionais do audiovisual da atualidade tiveram, no Festival de Brasília, seu primeiro espaço de consagração, quando ainda eram revelações. O festival também se consolidou como um dos mais importantes espaços de discussões, troca de experiências, reflexões e debates acadêmicos, polêmicas e manifestos, um lugar de vida, caminhos e descaminhos do cinema nacional.

Entre 17 e 24 de setembro, o cinema nacional mais uma vez conquista a capital dos brasileiros com a realização de uma nova edição do evento, tombado como patrimônio cultural do Distrito Federal, que a UNESCO singulariza como "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados e que indivíduos e grupos reconhecem  como parte integrante de seu patrimônio" (Convenção Unesco, 2003).

Ao longo de décadas, a UnB manteve, com o mais tradicional e representativo Festival de Cinema Brasileiro, uma produtiva parceria, construindo a memória audiovisual da cidade em filmes autorais realizados por professores, alunos e servidores que ganharam prêmios e honrarias tanto pela  capacidade criativa, competência técnica quanto por inovações tecnológicas e experimentações estéticas. Como local de produção de conhecimentos e de reflexão acadêmica, a universidade e a cidade abrigam o cinema nacional com realizações de seminários em que teoria e prática convergem para se pensar a linguagem audiovisual.    

Este ano, a UnB e o festival realizam o seminário internacional Olhares Multiculturais: o cinema brasileiro no estrangeiro. Neste seminário, de forma inédita, reúnem-se professores e pesquisadores voltados ao estudo do cinema brasileiro em seus países e universidades. Da Universidade da Califórnia, passando por Salento na Itália, Universidade de Leeds na Inglaterra e pela cinemateca de Paris; nos dias 20 e 21 de setembro pode-se debater artigos inéditos, textos, pesquisas, publicações que marcam os estudos do audiovisual nacional na esfera internacional.

No dia 22, o seminário Humor e comicidades: a cultura do riso no cinema nacional é dedicado às várias modulações da cultura cômica – comédia e sátira – de um lado; inteligência e astúcia do outro, com contribuições de professores da UnB, da USP e do fenômeno do humor nacional - Porta dos Fundos.

No dia 23, o seminário Cinema em alto e bom som debate a relação entre cinema nacional e memória musical e permite que diferentes expressões musicais  sejam narradas nos filmes nacionais como  o samba, a bossa nova, a tropicália,  o sertanejo e o frevo, fazendo uma releitura de um cinema sonoro brasileiro. Diretores de filmes premiados que lançam biografias e trajetórias de músicos e carreiras musicais estarão refletindo sobre este vínculo tão complementar entre as artes musicais e as visuais.

Os seminários são gratuitos e abertos para toda comunidade acadêmica e serão realizados no período de 20 a 23 de setembro, das 14h às 17h30, no hotel sede do Festival – este ano, o Kubistchek Plaza. As inscrições podem ser feitas no site www.festbrasilia.com.br, no campo oficinas e seminários, para aqueles que querem um certificado de participação. Para quem só quer ouvir e não tem tempo de fazer o registro, é só aparecer!

Ao conjugar cinema e cidade, a UnB, definitivamente, revela e marca a sua relação de dupla implicação com o universo do audiovisual, fazendo da cidade filmada, projetada, pensada, um livro da própria experiência estética na modernidade.

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