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Exposição permanente a céu aberto

Comunidade acadêmica e externa podem conferir mais de 13 esculturas no campus Darcy Ribeiro

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postado em 12/02/2014 17:33 / atualizado em 12/02/2014 17:51

Agência UnB

Mariana Costa/UnB Agência
Foram quase dois anos observando diariamente uma pedra grande no pátio do Centro de Excelência em Turismo (CET). Juarez Calil, servidor da Universidade de Brasília, nunca teve curiosidade de chegar mais perto. “Parece uma cachopa de maribondo”, exclamou o nutricionista. Mas o funcionário não se recusou quando chamado a entender do que se tratava. Chegou perto, tocou, percebeu uma textura diferente. “É mole. Parece madeira. Muito interessante”, falou enquanto raspava as mãos na superfície da obra de pedra.

A criação é do professor Miguel Simão, do Departamento de Artes Visuais. O projeto foi elaborado há mais de dez anos, e solicitado pelo CET para compor o ambiente do centro. “É um trabalho simbólico, que tem um valor tátil. Ela tem furos e o passar da mão sobre a pedra provoca barulho de água”, contou o artista. A peça é uma das 13 esculturas espalhadas pelo campus Darcy Ribeiro.

Outras instalações compõem o acervo artístico da UnB há décadas, como a obra Índia Bartira, de Victor Brecheret, um dos maiores escultores da história artística brasileira. A peça foi doada à universidade pelo Ministério da Educação em 1962, mesmo ano em que a UnB foi fundada.

O Monumento à Cultura é outra peça do início da instituição. A escultura chegou à UnB em 1965. A obra é assinada pelo artista italiano Bruno Giorgi, mesmo autor de Os Guerreiros, obra localizada na Praça dos Três Poderes, e conhecida popularmente como Os Candangos.

Peças mais recentes também fazem parte do acervo do campus, como a escultura do cantor John Lennon, de Ivna Mendes de Moraes Duvivier. De acordo com o ator Gregório Duvivier, a peça foi doada por sua avó há quase 20 anos. “Fui com minha avó, em 1995, inaugurar a estátua”, contou em entrevista para o site Brasilagenda, em junho de 2013.
Foto/UnB Agência

“As esculturas do campus têm a função de estimular e aproximar os passantes da arte”, afirma Anna Beatriz Baptista, professora do Departamento de Artes Visuais. Para a artista plástica, a escultura seria a expressão mais acertada para o ambiente externo, por suportar anos em exposição permanente ao ar livre. “De modo geral, a escultura pode ser colocada em qualquer lugar externo, como antigamente existiam as fontes”, lembra a artista.

PATRIMÔNIO

As obras de arte presentes no campus compõem o patrimônio da Universidade de Brasília e são catalogadas pela Comissão de Preservação do Patrimônio Artístico da UnB (CPPA). “Catalogamos todas as peças que reconhecidamente são da universidade”, informa Anelise Ferreira, membro da CPPA.

O colegiado, além de inventariar as obras, sistematiza e discute políticas de preservação para a universidade desde 2009. A CPPA é integrada por representantes da Faculdade de Ciência da Informação (FCI), da Prefeitura do Campus (PRC), do Centro de Documentação da UnB (Cedoc), do Instituto de Artes (IDA), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e da Casa da Cultura da América latina (CAL/DEX).
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