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1964 e o futebol em debate

II Bienal do Livro e da Leitura traz convidados internacionais para debate a história do Brasil e o panorama literário na América e na África

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postado em 12/03/2014 16:00

Vanessa Aquino

O escritor uruguaio Eduardo Galeano será o homenageado internacional do evento (Pedro Pardo/AFP - 9/11/12 ) 
O escritor uruguaio Eduardo Galeano será o homenageado internacional do evento


A repressão da ditadura militar, o espaço para o desenvolvimento da literatura na América Latina e na África, a história do povo de Brasília e a importância do futebol ao país — sobretudo em ano de Copa do Mundo — são alguns dos temas que serão abordados durante a II Bienal Brasil do Livro e da Leirura. O evento, que ocorrerá entre 11 e 21 de abril, fará duas homenagens: uma internacional, ao escritor uruguaio Eduardo Galeano; e outra nacional, ao mestre Ariano Suassuna, considerado por muitos críticos como o maior escritor brasileiro em atividade.

A II Bienal promete ser um espaço para afirmar identidades e diferenças, com a presença de nomes da literatura sinônimos de polêmica e talento, como a norte-americana Naomi Wolf — autora de Vagina, recente sucesso nas livrarias. Entre autores internacionais, estão o chinês Murong Xuecun (um dos mais célebres de sua geração), o cubano Leonardo Padura (autor de O homem que amava os cachorros, que tem Trotski como personagem) e a são-tomense Conceição Lima (considerada a maior poeta viva de seu país).

Um dos períodos mais sombrios da história do Brasil, a ditadura militar, merece destaque na programação, com seminários, palestras e lançamentos de livros ligados ao tema, como o Marighella, de Mario Magalhães. O Pasquim, periódico que se tornou referência durante a época censura aos meios de comunicação e expressão, será tema de uma exposição só para ele, chamada O traço do Pasquim no combate à ditadura.

O paraibano Ariano Suassuna é o nome nacional a ser reverenciado na Bienal do Livro e da Leitura (Annaclarice Almeida/DP/D.A Press - 1/3/14) 
O paraibano Ariano Suassuna é o nome nacional a ser reverenciado na Bienal do Livro e da Leitura


A publicação de biografias não autorizadas — assunto que movimentou a classe artística e biógrafos no ano passado — será tema de debate comandado pelo escritor Ruy Castro, José Paulo Cavalcanti Filho e Toninho Vaz, autores das biografias de Garrincha, Fernando Pessoa e Paulo Leminski, respectivamente. A autorização prévia para publicação de biografias, que gerou celeuma no Congresso Nacional e debate no Supremo Tribunal Federal, ainda não teve uma definição.

Ana Maria Machado e Ana Miranda, duas referências da literatura brasileira moderna, falam sobre a literatura no feminino. Outro destaque da programação diz respeito à discussão sobre a produção poética, o leitor e o mercado editorial, com os poetas do Distrito Federal, José Carlos Vieira (editor do caderno Diversão & Arte, do Correio) e Nicholas Behr.

A nova geração de autores ficcionistas brasileiros também ganhou espaço na programação. Jovens autores debaterão o mercado editorial, os caminhos e escolas de referência da produção literária contemporânea no Brasil. Entre eles, o paulista Raphael Montes, que tem se destacado com a literatura policial e pretende criar um movimento para fortalecer o gênero no país.

Os responsáveis pelo evento farão hoje o lançamento oficial da programação da II Bienal. Mais detalhes sobre a programação serão divulgados posteriormente.


200 mil

Público que compareceu à última edição da Bienal do Livro e da Leitura

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