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Em busca da agência confiável

Na hora de escolher uma operadora de turismo, é necessário conhecer o histórico da empresa e analisar bem o contrato. Confira alguns cuidados que os pais devem ter

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postado em 26/03/2014 14:00 / atualizado em 27/03/2014 14:54

Laisa Queiroz /

Viagem feita por uma escola da Asa Sul: os jovens ficaram na Europa por um mês, durante as férias escolares (Galois/Divulgação) 
Viagem feita por uma escola da Asa Sul: os jovens ficaram na Europa por um mês, durante as férias escolares

“A melhor viagem da minha vida.” Foi assim que o estudante de direito Osvaldo Neto, 17 anos, descreveu o passeio que fez ao fim do terceiro ano do ensino médio, em 2013. A turma, com cerca de 40 alunos, fechou o pacote para o destino escolhido (Porto Seguro) em março. O tour ocorreu em outubro e teve tudo o que eles tinham direito: praia, baladas de todos os ritmos e hotel com todas as refeições inclusas. “Voltamos mais unidos e ainda fizemos novas amizades por lá”, conta.

Antes de realizar o sonho, no entanto, foi necessário muito planejamento para escolher a melhor empresa. Osvaldo e mais quatro colegas — que integravam a comissão de formatura — foram os responsáveis por ir atrás dela. Depois disso, organizaram uma reunião entre a agência previamente escolhida (com a ajuda da direção da escola), os alunos e os pais.

A mãe de Osvaldo, Simone Falcão, é daquelas que gosta de saber dos detalhes antes de deixar o filho sair por aí. “Quero que ele se divirta, mas me preocupo se vai ser bem cuidado também”, defende. Então, começou buscando referências da empresa com outras mães. “Se elas têm uma experiência positiva, já fica mais fácil confiar”, conta. Depois, foi à reunião que a operadora marcou na escola para ouvir a proposta. E, assim, seguiram-se outros encontros.

Na hora de assinar o contrato, Simone se preocupou em ler com cuidado cada linha. “Vi como funcionaria a segurança e achei muito interessante o sistema de palmtop, que permitia aos monitores verificar onde cada um estava por conta de uma pulseira com GPS que eles usavam”, lembra.

Outros assuntos, como a empresa que faria a cobertura médica, a companhia aérea utilizada e o hotel, foram todos levados em conta. “De qualquer forma, liguei para ele todos os dias”, brinca. Agora, se sente confiante em deixar os filhos mais novos (de 14 e 16 anos) realizarem viagens de formatura com a mesma empresa.

No exterior
Em uma escola da Asa Sul, o coordenador pedagógico Nei Vieira organiza viagens de cunho cultural para os alunos do ensino fundamental e médio. “Ficamos na Europa por um período de um mês, durante as férias escolares do meio ou do fim do ano”, explica

O roteiro passa por Madri (Espanha) e Paris (França), onde os estudantes conhecem pontos turísticos e museus. Depois, segue para Londres, na Inglaterra, e passa a funcionar como um mini-intercâmbio. “Eles ficam hospedados em casas de família e têm aulas de inglês todos os dias. Quando saem do curso, fazemos passeios pela região e damos toda assistência. É uma viagem para que conheçam bem outra cultura e aprendam a se virar sozinhos, além de um incentivo para que façam intercâmbios mais longos depois.”

Nesse caso, o colégio negocia diretamente com a agência, e pais e alunos não precisam participar do planejamento. Para a administradora de empresas Jossela Albuquerque, mãe de Leonardo, não houve problemas ao mandar o filho nesse tipo de passeio, apenas os cuidados com a documentação. “Confio na escola, então deixei ele ir tranquilo”, diz.

Na Amaze, agência especializada em viagens de formatura e em grupos para menores, os preços variam de R$ 1,6 mil a R$ 12 mil. “Temos desde destinos nacionais, como Lins, no interior de São Paulo, Costa do Sauípe e Florianópolis, até as internacionais, como Disney e Cancun”, conta.

Para ele, uma boa agência não deve ter apenas um monitor para todo o grupo. “Mais do que ficar de olho no comportamento dos alunos, é preciso se preocupar com a segurança deles, como se envolver em acidentes ou se perder”, explica.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Edmar Bull, explica que não há uma regra que determine como as operadoras de turismo devem tratar os menores de idade, exceto o fato de que precisam de autorização dos responsáveis para viajar. Os pais é que devem analisar o serviço para ver se a proposta se encaixa com o que eles procuram. “Às agências, recomendamos treinamento e capacitação específicos para que os monitores estejam preparados para lidar com os adolescentes”, afirma.
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