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Eles mandam bem até debaixo d'água

Atletas vão celebrar, na próxima terça-feira, o Dia da Natação, com muito treino e paixão pelo esporte

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postado em 07/04/2014 10:59

Publicação: 05/04/2014 04:00

 (Fotos: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press) 

Atleta obstinado
João Victor Caballero é um exemplo de como bastante treino pode garantir ótimos resultados. Com apenas 11 anos, o garoto já tem uma caixa tão cheinha de medalhas que até já perdeu as contas. Ele faz natação desde os 2 anos, mas os treinos para participar de competições começaram aos 5. No começo, João Victor não ganhava nada, mas, apenas um ano depois, quando apagou 6 velinhas, as medalhas e troféus entraram na vida dele e não pararam mais. Em 2009, ganhou a primeira medalha de bronze no Festival das Escolas de Natação (FEN). A medalha de ouro veio quando ele garantiu o primeiro lugar no FEN Em 2010… e em 2011… Em em 2012! Foram três anos seguidos de vitórias suadas. Em 2013, não participou do FEN para poder participar de campeonatos regionais, em que competem nadadores de todos os estados do Centro-Oeste.

Atualmente, o pequeno mora no Sudoeste e treina no Centro Integrado de Educação Física (Cief), às terças e quintas-feiras, e em uma academia, às segundas, quartas e sextas-feiras. Ou seja, toda a semana, de segunda a sexta, tem uma hora e meia de treino e ele nem pensa em pedir por descanso, afinal, já está mais que provado que esse esforço tem o sucesso como recompensa. Além disso, se ele sentir cansaço ou desânimo, terá pessoas muito especiais dando a maior força: a família de João.

— Minha família me dá muito apoio, principalmente minha mãe, que sempre me incentiva. Ela conta que queria ser jogadora de futebol, mas ninguém a apoiava, então teve que trabalhar e desistir do esporte. Ela diz que sempre vai me apoiar e que não vai acontecer a mesma coisa comigo.

 

Nascida para nadar
Dá para imaginar um bebezinho de apenas 7 meses aprendendo a nadar para arrasar em natação no futuro? Pois conheça Maria Vitória Azambuja, 9 anos, que treina desde essa idade. Ela conta que, em sua trajetória aquática, passou por várias academias, mas que hoje treina no Minas Brasília Tênis Clube.

Em relação às competições, ela ainda é novata e passou a disputar medalhas apenas este ano. Mas nem pense que ela começou com moleza, não, porque a garota já entrou com o pé direito no mundo dos campeonatos e garantiu as primeiras medalhas de prata no campeonato do Clube Poliesportivo Defer. Nas primeiras provas, ela ficou tão nervosa que passou mal e não conseguiu competir, mas, hoje, já se sente mais segura para mandar ver nas braçadas.

Maria Vitória está determinada a brilhar nas águas. A pequena sonha em ser nadadora profissional e espelha-se em Fabíola Molina, atleta brasileira de natação. O gosto pelo esporte é tão grande que, apesar de  ter praticado vários outros, a natação foi o único que nunca saiu da vida dela, desde quando começou. E olha que não foram poucos: a menina  praticou ginástica de solo, ginástica artística, ginástica rítmica, balé, capoeira, judô… Até aula de circo faz parte do currículo de treinos dela, mas nenhuma dessas atividades substituiu a paixão por nadar:

— Adoro água, adoro entrar na piscina, adoro nadar! Nunca parei, desde os 7 meses. É um esporte muito bom, muita gente indica. Todos os médicos pedem para as crianças praticarem algum esporte e esse foi o que eu escolhi.

 

Laços de família na piscina
João Paulo e Pedro Paulo não são os únicos casos de fraternidade nas piscinas. João Vitor Borba, 13 anos, e Maria Clara Borba, 9, também são irmãos que estão nessa e treinam juntos em uma academia da cidade. Para João Vitor, a vontade de ser atleta veio após assistir às últimas olimpíadas e conhecer o nadador Michael Phelps, grande referência para o garoto. João Vitor é novo no pedaço, pois começou a treinar há cerca de dois anos, mas já participou de várias competições.

— Minha primeira competição foi o FEN do fim de 2012. Não ganhei nada, pois estava me preparando. Minha primeira medalha foi de bronze, no FEN do começo de 2013, e, no meio desse ano, conquistei meu primeiro ouro.

Maria Clara fazia natação há mais tempo que o irmão, mas começou a treinar para competir um mês depois dele.

— Meu irmão começou a treinar forte e eu resolvi treinar também.  Eu sempre gostei de natação, desde pequena. Acho que tenho 18 medalhas de ouro.

 

Nas braçadas do irmão
O gosto pelo esporte pode nascer dentro de casa, como ocorreu com João Paulo Brandão, 11 anos. Quando tinha 3 anos, o menino começou a se encantar pelos treinos do irmão, Pedro Paulo Brandão, 13, e decidiu que também queria nadar. Hoje, os brothers treinam juntos no Club 22. João Paulo diz que participou de várias competições, ganhou várias medalhas e compete há tanto tempo que, apesar da pouca idade, nem se lembra de qual foi a primeira disputa da qual participou. Aparentemente, espelhar-se no irmão deu super erto para ele:

— Minha avó me levava para ver os treinos dele, daí me deu vontade de fazer também. Hoje, gosto de fazer treinos longos. A competição que mais me marcou foi quando nadei pela primeira vez em uma piscina de 50m, no Defer. Ganhei uma medalha de ouro.

O irmão, Pedro Paulo, também começou a nadar cedo, quando tinha 1 ano e 8 meses de idade. A mãe dos meninos colocou Pedro na natação por indicação médica: o pequeno dormia pouco!  O médico indicou que ele fizesse natação, por ser um esporte que exige bastante esforço físico, ou seja: cansa bastante. Ao fim do dia, depois de gastar os pulmões na água, o garotinho não ficava tão aceso. Depois de crescido, ele resolveu continuar com o esporte, já ganhou competições e até admira o mais novo.

— Minha primeira competição foi aos 6 anos. Eram três nados: um de costas e dois no estilo crawl. Ganhei ouro em todos. O João começou a nadar por minha causa, mas, para falar a verdade, ele é melhor do que eu quando tinha a idade dele.
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