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O Diversão&Arte preparou uma lista das atrações mais aguardadas para esta edição do evento

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postado em 10/04/2014 17:00

Nahima Maciel

Publicação: 10/04/2014 04:00

 


Mia Couto e Conceição Lima estão entre os convidados mais concorridos da Bienal 
Mia Couto e Conceição Lima estão entre os convidados mais concorridos da Bienal


Pelo menos três temáticas vão nortear a 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura. A ditadura promete levantar polêmica, assim como a questão da proibição das biografias e os protestos que tomaram as ruas brasileiras no ano passado: escritores, ensaístas e filósofos sentarão à mesa para refletir, em voz alta, sobre temas atuais que estiveram na boca de boa parte da população nos últimos 10 meses. Divididos em debates, palestras e seminários, os temas escolhidos pelos organizadores nasceram das discussões que pautaram 2013 e prometem se anunciar com força em 2014.

O evento começa amanhã com Eduardo Galeano, que sobe ao palco do Auditório do Museu Nacional da República para falar sobre o presente e o futuro da América Latina. O escritor uruguaio, um dos maiores pensadores da identidade latino-americana, fala, ainda, no domingo. Dessa vez, o tema será a ligação entre ditadura e futebol. Ariano Suassuna também está na programação do evento, com uma aula-show em 15 de abril.

Cinco seminários fazem parte da agenda de encontros e reunirão estrelas nacionais e internacionais. Em Literatura no feminino, escritoras, como Ana Miranda, Ana Maria Machado e Naomi Wolf falarão sobre a presença feminina na literatura e o feminismo de forma geral. A ditadura será tratada em O golpe, a ditadura e o Brasil: 50 anos, mas também na série Shows da resistência, que levará à Praça do Museu Nacional da República artistas emblemáticos da luta contra o regime militar, como Carlos Lyra, Edu Lobo, Quarteto em Cy, Quinteto Violado, Tarancón, Ivan Lins e MPB4.

O tema ainda permeia a bienal com a exibição de filmes na série O cinema e a ditadura no Brasil. No programa, estão Barra 68 — sem perder a ternura (Vladimir Carvalho), Araguaya, a conspiração do silêncio (Ronaldo Duque), Hercules 56 (Sílvio Da-Rin), Pra frente Brasil (Roberto Farias), Batismo de sangue (Helvecio Ratton), O que é isso companheiro (Bruno Barreto) e Lamarca (Sergio Rezende). No seminário Krisis, o debate Cidades rebeldes traz um tema quente para a sociedade brasileira com pensadores como Vladimir Safatle, José Jorge de Carvalho e o norte-americano James Holston. Ainda no Krisis, o moçambicano Mia Couto, que administra um parque ecológico no país natal, vai falar sobre desenvolvimento sustentável.

A polêmica da autorização obrigatória para biografias, processo que deve ser votado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ainda este ano, também será tema de debates sob a ótica de Mário Magalhães, José Paulo Cavalcanti Filho e Domingos Pellegrini, que lança seu trabalho sobre Paulo Leminski sem autorização da família do poeta. A nova geração de autores brasileiros e latino-americanos também tem encontro marcado na Bienal. Os brasileiros Ana Paula Maia, Daniel Galera, Michel Laub, Verônica Stigger, Raphael Montes; e os argentinos Pola Oloixarac e Martín Kohan, cujos nomes ganharam projeção internacional, tratarão de temáticas que vão da internet à ditadura.


Destaque do primeiro fim de semana da Bienal

Amanhã
Palestra de Eduardo Galeano — 20h30, no auditório do Museu Nacional da República

Show do grupo Tarancón — 22h, na Praça do Museu Nacional da República

Sábado
Recital poético com José Luiz Tavares (Cabo Verde) — 14h30, no auditório Nelson Rodrigues

Narrativas contemporâneas da história do Brasil, com Paulo Rezutti e Tiago Luís Gil — 16h30, no auditório Nelson Rodrigues

Futebol e literatura, com Sérgio Rodrigues, Xico Sá e Paulo Rossi — 17h, no auditório Jorge Amado

Lançamento de O homem que amava os cachorros,d e Leonardo Padura (Cuba) — 18h30, no auditório Nelson Rodrigues

Sarau em homenagem a Juan Gelman — 21h, no auditório Nelson Rodrigues

Show de Carlos Lyra — 22h, na Praça do Museu Nacional da República

Domingo
A nova geração de ficcionistas brasileiro, com Michel Laub, Verônica Stigger, Luisa Gleiser e José Rezende — 11h30, no auditório Jorge Amado

Internet — estética, difusão e mercado , com Alexandra Marino, Daniel Galera, Joca Terron e André Giusti — 15h, no auditório Jorge Amado

Futebol e ditaduras na América Latina, com Eduardo Galeano, Lúcio de Castro, Mário Magalhães e Rodrigo Merheb — 16h, no auditório Nelson Rodrigues

Literatura no feminino, com Naomi Wolf e Débroa Diniz — 18h30, no auditório Nelson Rodrigues

O golpe, a ditadura e o Brasil: 50 anos, com Alfredo Sirkis e mediação de Tereza Cruvinel — 20h, auditório Jorge Amado

Brasil, América Latina e África; novas realidades, com Nnedi Okorafor (Nigéria), Pola Oloixarac (Argentina), João Paulo Cuenca e Graça Ramos — 20h30, no auditório Nelson Rodrigues

Show do MPB4 — 22h, na Praça do Museu Nacional da República

Bienal em números

108 autores nacionais  

40  autores estrangeiros   

8 shows  

23 debates   

5 seminários

 

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