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Um brasiliense no coração do jazz

Com 30 anos de carreira, saxofonista Sérgio Galvão lança primeiro disco solo e se destaca tocando em feiras e fazendo shows nos Estados Unidos

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postado em 14/04/2014 15:30 / atualizado em 14/04/2014 11:15

Gustavo Falleiros

 

No mês passado, o músico foi à Costa Leste note-americana para uma série de shows, incluindo apresentação na lendária casa de jazz Blue Note  (Blue Note/Divulgação ) 
No mês passado, o músico foi à Costa Leste note-americana para uma série de shows, incluindo apresentação na lendária casa de jazz Blue Note


O saxofonista brasiliense Sérgio Galvão conseguiu uma façanha: no concorridíssimo meio musical norte-americano, ele conquistou os ouvidos daquele povo tocando o mais nativo dos gêneros: o jazz. E, desde setembro do ano passado, quando começaram a circular as faixas do CD Phantom Fish, o candango foi comendo pelas beiradas, mantendo-se na faixa dos 150 artistas mais executados. Depois, faturou uma indicação ao Grammy na categoria “Melhor Álbum de Latin Jazz”. Daí, surgiram convites.


O ponto alto dessa aventura ocorreu há pouco, no início do ano, quando Sérgio decidiu testar a popularidade gringa, até então cultivada à distância. Colocou os saxes soprano e tenor na bagagem e zarpou para uma inusitada turnê de lançamento do disco, que começou em Los Angeles, com apresentações de pequeno porte. “O disco deu muito certo na Costa Oeste. Fiz Oakland, depois Berkley (cidades da Califórnia), com apresentações em feiras de música, ao vivo em rádios, clubes alternativos. Foi importante para a banda pegar o repertório”, conta o músico.


Em fevereiro, Sérgio e seu conjunto aterrissaram no Leste para uma série de datas inesquecíveis em Nova York, começando por The Cornelia Street Café, restaurante da Big Apple conhecido pelas noites culturais. O melhor, porém, ainda estava por vir: em 7 de março, foi a vez da Blue Note, lendária casa de jazz no coração do Greenwich Village. Desde 1981, ano de fundação, todos os grandes tocaram ali, sem exceção, incluindo Dave Brubeck, Oscar Peterson e Dizzy Gillespie.


“Foi uma delícia, uma noite muito especial. Os caras te deixam muito à vontade e a reação do público foi fantástica. Até o (baixista) Ron Carter, que tinha tocado no set anterior, ficou um pouquinho para ver”, comemora o saxofonista. Grande conhecedor de música brasileira, Carter ficou felicíssimo em ver que ser tratava do irmão caçula do guitarrista Lula Galvão, com quem gravou, ao lado de Rosa Passos, o disco Entre amigos, de 2003.


Sérgio foi acompanhado no disco e nos shows por um time de primeira, incluindo Leni Stern (mulher de Mike Stern) na guitarra; o argentino Leo Genovese (marido de Esperanza Spalding) no piano; Mauricio Zottarelli na bateria; Claudio Roditi no flügelhorn e Chris Stover no trombone — todos arregimentados pela espevitada Amanda Ruzza. A baixista, que trocou São Paulo por Nova York já faz alguns anos, ajudou muito no planejamento da temporada internacional de Galvão.


“Amanda é muito atuante na cena local e ela é toda organizada, uma produtora mesmo”, conta o músico. Eles se conheceram em 2011, no Rio de Janeiro. A parceria se repetiu no ano seguinte e a baixista deu a ideia: Você tem que ir para Nova York, seu estilo é original, o pessoal vai gostar.”


Phantom Fish tem arranjos de Amanda e seis das oito composições são assinadas por Galvão. Aos 48 anos, ele ainda não tinha um trabalho solo, apesar de ser altamente requisitado em gravações de outros artistas. “Levei 30 anos para fazer, agora quero botar o disco na estrada!”

 

 (Pimenta Music/Divulgação ) 
 

Phantom Fish
CD de Sérgio Galvão 8 faixas.
Lançamento: Pimenta Music
 

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