"Por que leio?"

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postado em 16/04/2014 18:00 / atualizado em 16/04/2014 10:41

Ana Rayssa
Um grupo de jornalistas do Correio marca presença na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, no estande do jornal, situado no Pavilhão D, para interagir com o público do evento. Dad Squarisi, José Carlos Vieira, Fernando Lopes e Severino Francisco participarão de sessões de autógrafos, dicas de redação, depoimentos sobre o ofício ou sobre pesquisas. Em uma tenda com ampla área de descanso, para interação com o público, os visitantes encontrarão frases de editores do jornal que respondem à pergunta: “Por que leio?”. No quiosque, o leitor encontrará um mural para tirar foto e aparecer na “capa” do jornal e poderá apreciar o painel “A arte da resistência”, sobre 1964.

Hoje, é dia do bate-papo sobre humor no dia a dia, com José Carlos Vieira, editor do caderno Diversão & Arte e titular da coluna Fala, Zé, publicada aos domingos, que brinca com personagens da cidade e assuntos supostamente sérios, de uma maneira irreverente e poética: “O humor é uma das ferramentas de trabalho de um jornalista. São nas relações humanas e em fatos políticos que ele busca uma interpretação irreverente para o cotidiano, mas sem perder o foco como jornalista, descreve.

Em suas colunas, José Carlos sempre encontra um pretexto para contrabandear algum texto de poesia, seja de sua autoria, seja de outros poetas: “A poesia, em minha vida, surgiu bem antes do jornalismo. Aos 16 anos, já lançava meu primeiro livro em mimeógrafo”. O último trabalho, lançado em novembro do ano passado pela Geração Editorial, é Poemas de paixões e coisas parecidas. É uma mistura de poesia, história em quadrinhos do premiado ilustrador Kleber Sales e suaves desenhos em aquarela da artista plástica Carmen San Thyago. A obra está à venda no estande da Editora Geração Editorial.
De amanhã até sábado, a editora de Opinião do Correio, Dad Squarisi, monta um consultório de tira-dúvidas, às 17h. Mais tarde, às 18h, será a vez do “Redação Nota 10”, espaço para dicas, exemplos e orientação para um texto impecável. No sábado, ela também participa de uma sessão de autógrafos do livro Deus e heróis — mitologia para crianças, com contação de histórias, jogos infantis e distribuição de brindes.

O livro Deuses de heróis nasceu nas colunas que ela escreveu sobre mitologia para crianças, no suplemento Super!. O objetivo é iniciar as crianças no mundo da mitologia e, ao mesmo tempo, fornecer dicas para enriquecer o vocabulário da garotada. “São expressões que estão vivas no dia a dia. As crianças aprendem e passam a usá-las nas redações e no cotidiano. A mitologia é boa para trabalhar a gramática com as crianças. Por exemplo, usei a figura do Hércules para falar da sílaba tônica. Hércules é o fortão. A partir daí, elas entenderam tudo. Todas as palavras têm uma ‘sílaba’ Hércules”, ensina Squarisi.

Lopes e Francisco

Às 19h de amanhã, o artista gráfico Fernando Lopes conversa sobre o tema Ilustração em jornal e autografa o livro A arte de ilustrar, uma seleção de mais de 30 anos de trabalho sob a curadoria da crítica de arte Graça Ramos e a participação do designer Pablo Julio. Lopes desenhou selos postais e ilustrações para livros, mas Graça privilegiou a produção jornalística.
“Não é à toa que fui levado para esse caminho”, comenta Fernando. “Meu trabalho precisa estar sempre ligado à realidade. Não concordo com esta versão de que a arte é inteiramente livre. A autonomia da arte é relativa. Na Redação de um jornal, a gente precisa resolver problemas. Eu faço essa tarefa com muito prazer, pois é algo que te permite ser pessoal, ao contrário do que se pede ao jornalista. No meu trabalho, a notícia tem de ser interpretada.” Para Lopes, trabalhar em jornal em contagem regressiva contra o tempo não limita seu ofício. “A gente faz de acordo com o tempo que tem. Se tenho dois minutos para resolver um problema, eu resolvo. O trabalho sem prazo, muitas vezes, não sai nunca. Com certeza, se não fosse obrigado pela pauta, eu não produziria tanto.”

No domingo, às 18h, Severino Francisco, subeditor do caderno Diversão & Arte, e cronista do Correio, fala sobre a história da música em Brasília, a partir do livro Da poeira à eletricidade (ITS), publicado no ano passado, com 350 páginas. Ele destaca o primeiro capítulo, que registra mais de 70 canções e músicas instrumentais compostas sobre Brasília, de 1956 a 1963, a partir de pesquisa realizada pelo livreiro Jorge Brito. “Brasília tem uma história musical singular. Nenhuma outra capital do país constituiu um acervo de experiências musicais tão múltiplas e ricas nos primeiros 50 anos de existência. Brasília não quer abafar ninguém, só quer mostrar que tem história também. Essa é uma história não oficial da cidade que confere dignidade a Brasília”.

Programação
Hoje
19h – Bate-papo “Fala, Zé — Humor no dia a dia”, com José Carlos Vieira

Amanhã (quinta)
17h – Tira-dúvidas de Português, com Dad Squarisi
18h – Bate-papo “Redação Nota 10”, com Dad Squarisi
19h – Bate-papo “Ilustração em jornal”, com Fernando Lopes

Sexta-feira
17h – Tira-dúvidas de português, com Dad Squarisi
19h – Bate-papo “Como escrever para novas
mídias”, com Dad Squarisi

Sábado
17h – Tira-dúvidas de Português, com Dad Squarisi
19h – Sessão de autógrafos do livro Deuses e Heróis — Mitologia para crianças, com Dad Squarisi, e contação de histórias e jogos infantis

Domingo
18h – Bate-papo sobre o livro Da poeira
à eletricidade: música em Brasília,
com Severino Francisco

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