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postado em 24/04/2014 17:00

Juliana Figueiredo

Sensível e benfeito: Hoje eu não quero voltar sozinho conta a história de descobertas juvenis 
Sensível e benfeito: Hoje eu não quero voltar sozinho conta a história de descobertas juvenis



Há duas semanas em cartaz, Hoje eu quero voltar sozinho chama a atenção por trilhar um caminho diferente da maioria das obras cinematográficas. Enquanto o número de salas em que os filmes são exibidos tende a diminuir ao longo das semanas, o longa de estreia de Daniel Ribeiro conquista cada vez mais espaço. No fim de semana de estreia, era possível assisti-lo em 33 salas de 18 cidades. Hoje, 54 salas em 32 cidades exibem o filme. Até agora, a produção soma mais de 87 mil espectadores e teve faturamento de mais de R$ 1 milhão — valores expressivos para o cinema nacional.

“Como distribuidora de filmes brasileiros e independentes, a gente sempre torce e faz o possível para dar certo. Quando assinamos o contrato de distribuição, em agosto do ano passado, esperávamos uma coisa e, com o tempo, mudamos a expectativa. A repercussão que o curta do diretor teve na internet nos incentivou a fazer mais pré-estreias pelo Brasil e a mostrar aos exibidores o potencial da obra. Isso funcionou em parte, mas alguns só perceberam isso depois da estreia”, conta Silvia Cruz, da Vitrine Filmes.

Para Silvia, o público foi fundamental para o crescimento do número de salas. “Nunca tínhamos exibido filmes em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte. Mas, graças à mobilização dos jovens, o longa chegou aos cinemas da cidade no fim de semana de estreia”, conta. Hoje eu quero voltar sozinho irá, nesta semana, a mais nove cidades, entre elas, João Pessoa (PB), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS). O estudante Martin D’Estefani Martinelli, 20 anos, foi um dos jovens que se mobilizou para que o filme fosse exibido na capital de Mato Grosso do Sul.

Mobilização
“Lembro que no ano passado as pessoas se juntaram e conseguiram trazer o filme Elena para a nossa capital, então pensamos em fazer o mesmo. Hoje, o nosso grupo na web tem mais de 700 pessoas, e, apesar de termos mantido a manifestação virtual, conseguimos chamar a atenção da mídia, da distribuidora e das redes de cinema da cidade. Nosso objetivo era mostrar que existe público para o filme em Campo Grande”, comemora Martin.

Enquanto os campo-grandenses poderão desfrutar hoje dos esforços, os manauenses terão que esperar até a próxima quinta-feira (1º), quando o filme está previsto para chegar a mais quatro cidades: Manaus (AM), Palmas (TO), Tubarão (SC) e Suzano (SP). Em Manaus, mais de 500 jovens participam do grupo virtual que deseja ver o longa na cidade. Municípios como São José do Rio Preto (SP) e Governador Valadares (SP), que possuem cerca de 800 e 500 pessoas engajadas na causa, respectivamente, ainda não conseguiram trazer o longa.

A história de Leo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que descobre sentimentos até então desconhecidos com a chegada de um novo aluno à escola, tem encantado as pessoas. “O que me chamou a atenção de cara foi o fato de se tratar de um filme muito bem produzido com temática GLBT, o que é um pouco difícil de encontrar no país. Mas, no fim das contas, a história é um pouco mais universal, não é só sobre a descoberta da sexualidade, é sobre a descoberta do próprio lugar no mundo, é uma trama sobre crescer, e isso atrai principalmente um público jovem que quer se ver refletido no cinema”, reflete Martin.

 


“Nosso grupo na web tem mais de 700 pessoas. Conseguimos chamar a atenção da mídia, da distribuidora e das redes de cinema”
Martin D’Estefani , estudante
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