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Público recorde no CCBB

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postado em 28/04/2014 15:00 / atualizado em 28/04/2014 11:12

Thalita Lins

O joelho machucado não impediu Erineide de ir à mostra. Ela fez questão de passar por todas as galerias (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press) 
O joelho machucado não impediu Erineide de ir à mostra. Ela fez questão de passar por todas as galerias


A exposição Obsessão Infinita, que traduz em forma de arte os conflitos internos da japonesa Yayoi Kusama, bateu recorde de visitantes: foram mais de 400 mil até a última sexta-feira, maior número registrado pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília e que deve aumentar até o fim da mostra. Ontem, penúltimo dia de visitação, milhares de pessoas enfrentaram filas extensas para entrar nas galerias.

Aqueles que ainda não apreciaram os trabalhos da nipônica têm até as 21h de hoje para percorrer os quatro ambientes que expõem as obras, no Setor de Clubes Sul, Trecho 2. O público verá em todos os espaços bolas coloridas, marca registrada da artista. O exagero nas cores e nos tamanhos também são algumas das características da obra. A entrada é gratuita.

O que mais chamou a atenção da teleoperadora Tuanne Gomes, 29 anos, foi o modo como a artista conseguiu atrair os olhares até mesmo das crianças. “Quem não gosta de ver a vida de uma forma tão colorida? Diverte qualquer um. Meus dois filhos estão brincando com o trabalho de uma artista renomada. Não é comum isso”, observou a moradora da Ceilândia, que, após 40 minutos enfrentando a fila para a sala multiúso, conseguiu entrar com os dois filhos — Eduarda, 2 anos, e Guilherme, 4 —, o marido, o analista de sistemas Bruno Abrantes, 30, e a cunhada, a publicitária Manuella Abrantes, 28. Na galeria visitada pela família, os visitantes tiveram a oportunidade de fixar adesivos de bolas coloridas em todo o ambiente.

Mesmo em uma cadeira de rodas, por causa de um problema no joelho, a técnica de informática Erineide Oliveira, 47 anos, não perdeu a oportunidade de conhecer o trabalho de Kusama. A moradora de Águas Claras fez questão de seguir o roteiro do CCBB para entrar nas galerias. As luzes, elementos também usados pela artista japonesa, foram o que mais fascinou Erineide. “Fiquei encantada porque parecia que eu estava em outra dimensão. Era como se eu estivesse no universo vendo as estrelas de perto.”

A universitária Myriam Dias, 19 anos, preferiu estudar sobre a vida de Kusama antes de se aventurar na exposição. Ontem, ela e a mãe estiveram na mostra. “Gostei da maneira como ela olha o mundo. Essa obsessão por tantas coisas, como o sexo e a comida. O fato de ela enxergar tudo em bolinhas. Ela transformou a doença em arte. Mostrou para o mundo que é possível fazer algo ruim ficar sensacional”, afirmou.

História

Desde a década de 1970, a artista voluntariamente em uma clínica psiquiátrica, em Tóquio, no Japão, após ser diagnosticada esquizofrênica.

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