"Na caminhada, o rap me resgatou"

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postado em 12/05/2014 13:00

 (Carlos Vieira/CB/D.A Press) 


“Se eu não tivesse a opção do rap, eu estaria preso ou, quem sabe, até morto”, afirma o rapper Rei, líder do Cirurgia Moral, um dos mais importantes nomes do hip-hop do DF. Rei foi elemento fundamental na formação de grupos clássicos do rap local, como o Álibi.


A relação com a música sempre andou em paralelo com a criminalidade. “Fui para a prisão algumas vezes. Nem sempre, consegui me manter no caminho certo”, admite o artista, que sobrevive há 20 anos por meio da arte. Os erros do passado serviram para pavimentar um melhor futuro. “Minha última passagem pela prisão foi em 2008. Desde lá, tenho me dedicado a espalhar uma mensagem positiva e servir de exemplo para minha família”.

O principal canal de comunicação de Rei continua sendo o rap, embora a temática das composições tenha se modificado, recentemente: “Hoje, sou evangélico e prego uma ideia diferente. Abandonei as letras mais agressivas para falar da fé”. A conversão não o afastou do meio. Rei ainda se apresenta em eventos tradicionais de hip-hop.

 Conhecido pela humildade, o rapper passou 15 anos dividindo um barraco com a mulher e com os quatro filhos. As contas de casa são pagas pela música: “Produzo, faço clipes, gravo. Tudo produção caseira, mas, com esforço, o resultado é bacana”, diz. Depois de abandonar as contravenções, Rei lista uma série de conquistas alcançadas. Uma delas, em particular, ele faz questão de elucidar, como todo pai orgulhoso faria: “Minha filha mais velha está no terceiro ano de direito. É a certeza de que a caminhada valeu a pena, irmão”.

"Quem me viu ontem
hoje já não reconheceu
A ostentação dos ricos
em relação aos cofres
Entra em contraste
com a profunda
pobreza dos pobres
Hoje vivo na unção,
não pelo meu,
mas pelo Teu poder
Estará comigo
aconteça o que
acontecer"
Rei, rapper

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