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Missão: atleta de ponta

Às vésperas de embarcar para competir na China, jovens brasilienses relatam os sacrifícios e contam como funciona a rotina de quem quer conquistar medalhas

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postado em 16/05/2014 13:00 / atualizado em 16/05/2014 10:37

Amanda Martimon

Integrantes da Seleção Brasileira universitária, Diego e Cely conciliam a faculdade com dois treinos diários: atividades mais intensas desde que a convocação foi recebida (Carlos Vieira/CB/D.A Press - 14/5/14) 
Integrantes da Seleção Brasileira universitária, Diego e Cely conciliam a faculdade com dois treinos diários: atividades mais intensas desde que a convocação foi recebida

Na preparação para subir no tatame contra atletas de todo o mundo, Celydiene Soares, 19 anos, e Diego Azevedo, 23, treinam de domingo a domingo. A rotina ainda precisa ser conciliada com aulas da faculdade, idas ao nutricionista, academia e — sempre que dá tempo — com a família e os amigos. A intensidade dos treinos está ainda mais puxada desde que os dois receberam, por e-mail, a convocação para fazerem parte da Seleção Brasileira no Mundial Universitário de Taekwondo, marcado para 8 de junho, na China.


Campeões em suas categorias no campeonato universitário nacional, os representantes brasilienses do taekwondo tiveram de adaptar o treinamento. Antes de receberem a notícia, eles focavam no Campeonato Brasileiro, que ocorre em agosto. Agora, Diego e Cely, integrantes da equipe de oito atletas na Seleção, têm menos de um mês para investir na preparação para o Mundial.

Sessões diárias
De segunda à sexta-feira, os atletas treinam duas vezes por dia. Cada uma das sessões dura duas horas. Aos fins de semana, o treino é na sala de musculação, para ganhar força. “Eu sacrifico meu tempo e deixo de ir às festas para poder dormir. Às vezes, não como algo de que gosto. Mas vale a pena. Atleta que pensa grande tem de treinar proporcionalmente”, analisa Diego.


Paralelamente ao reforço nos treinos, eles também aumentaram os cuidados com a saúde. Para dar conta da carga intensa de exercícios, a dieta é um dos itens que precisa de atenção especial — ambos contam com acompanhamento de especialistas. Na dieta de Cely, ao menos seis refeições diárias são obrigatórias. “No dia da competição, eu fico nervosa e perco a fome depois do café. Mas acabo comendo, mesmo sem vontade, porque é importante”, conta.


Responsável por cuidar da alimentação de Diego, o nutricionista Gustavo Carvalho ressalta a importância do cardápio controlado. “A primeira luta é contra a balança, eles precisam manter o peso da categoria”, destaca. Entre as atividades, o especialista recomenda carboidratos para repor as energias. Cada um deles treina, geralmente, 20 horas por semana.
Classificada pela primeira vez para uma competição internacional, Cely — que luta taekwondo desde os 11 anos — demonstra ansiedade com a viagem à China. “Geralmente, eu viajo por conta própria e eu mesma controlo a minha alimentação. Lá, eu não sei como funciona”, admite, preocupada. Mais experiente, com excursões pela América do Norte e pela Europa, Diego acredita que peculiaridades orientais não vão interferir na disputa. “A culinária pode até atrapalhar, mas não muito. No México, em 2012, as nossas refeições eram feitas por um chef que tentava adaptar o cardápio à nossa cultura”, recorda.

 

 

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