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O reinado de Quino

O ilustrador argentino, criador de Mafalda, recebe Prêmio Príncipe das Astúrias pela importância gráfica e pelo conjunto da obra

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postado em 22/05/2014 14:00 / atualizado em 22/05/2014 10:41

Lucas Lavoyer - Especial para o Correio

 (Alejandro Pagni/AFP - 30/8/09) 



Sob os traços simples de desenhos rústicos, a acidez pensativa do argentino Quino extrapolou barreiras e desmascarou máculas presentes em diversos âmbitos da sociedade de meados do século 20. O argentino, pai da personagem Mafalda, lançada em tiras de jornais há 50 anos, nunca esbarrou no pudor quando decidiu tocar nas feridas mais profundas do homem, da política à religião. Essa característica, alinhada ao conjunto da obra, rendeu ao cartunista o Prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades, anunciado ontem na Espanha.

Um dos 18 jurados que compõem a premiação, sediada em Oviedo, capital da província espanhola de Astúrias, reverenciou o trabalho desenvolvido pelo cartunista de 81 anos. “Sabiamente combinou a simplicidade do desenho com a profundidade do seu pensamento”, declarou.

Apesar do peso desse prêmio, Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino, está acostumado a subir aos palcos e a receber troféus, distintivos, títulos, entre outros adereços que o homenageiam. Entre os principais deles, estão um troféu Palma de Ouro do Salão Internacional de Humor Bordighera, na Itália, em 1978 — o primeiro prêmio recebido pelo argentino —, um Max und Moritz (1988), um B’nai B’rith (1998) e um Prince Claus Award (2005).

O Prêmio Príncipe das Astúrias, cerimônia iniciada em 1981, ainda deve ser entregue a cinco outras personalidades no decorrer de 2014.  Os escolhidos recebem uma escultura lapidada por Joan Miró e 50 mil euros.
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