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Palestra de Sebastião Salgado é marcada por tumulto na retirada de ingresso

Mesmo com mais de 300 lugares disponíveis ao público, muita gente não pôde ver o fotógrafo

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postado em 03/09/2014 15:45 / atualizado em 03/09/2014 17:33

Houve tumulto nesta quarta-feira (3) na entrada da palestra de Sebastião Salgado no teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) de Brasília. A organização do CCBB divulgou que as senhas para o evento, de entrada gratuita, só seriam retiradas uma hora antes do ínicio – que estava marcado para as 10h30 –, mas as pessoas chegaram ao local bem antes do horário. Uma lista foi elaborada por iniciativa de um dos espectadores, que chegou às 5h, para facilitar a ordem na fila. A confusão começou depois que a organização do CCBB, pouco antes das 9h (horário de abertura da bilheteria) avisou que a lista que organizava os nomes por ordem de chegada não tinha validade e que uma nova fila deveria ser formada para que as senhas fossem distribuídas. Até então muitas pessoas sequer sabiam que a lista não era da organização oficial do evento e se indignaram com a possibilidade de não entrar na palestra após o tumulto. Por disposição popular, a fila para retirada das senhas foi reorganizada a partir da lista. O teatro do CCBB possui 327 lugares e outras cadeiras foram dispostas para aumentar a capacidade do local. Ainda assim, a demanda não pôde ser atendida pelas senhas, que só começaram a ser distribuídas às 9h40. Salgado chegou com mais de 40 minutos de atraso e se desculpou pela confusão. Disse ainda que, em pequenas conferências como essa, não era possível prever se compareceriam dez ou 100 pessoas, mas que lamentava por aqueles que não puderam entrar no teatro. O fotógrafo falou sobre o novo projeto, que pretende resgatar e valorizar os povos indígenas, e comentou o privilégio que os brasileiros têm de conviver com a própria pré-história por meio das tribos de índios que ainda mantêm suas culturas intactas. Sebastião Salgado criticou as selfies – palavra em inglês que denomina um tipo de autorretrato – e classificou como “diarreia de imagens” as transformações pelas quais a fotografia têm passado. Explicou ainda os desafios e as conquistas do projeto socioambiental que desenvolve no Vale do Rio Doce (na divisa entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo) e alguns detalhes da parceria com o Banco do Brasil, que inclui a exposição GENESIS, aberta ao público nesta quarta-feira (3). Mais informações Exposição GENESIS 3/9 a 20/10, de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h CCBB Brasília SCES, Trecho 2 (61) 3108-7600
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