Estudo mundial conclui: em um ano, brasileiro não melhorou o inglês

Ranking por estados coloca o DF em 4º lugar, com nível baixo de proficiência

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postado em 19/11/2014 13:39

Um ano após a divulgação dos últimos resultados do EF EPI (Índice de Proficiência em Inglês), indicador mundial de competência em inglês, pouca coisa mudou quanto à habilidade dos brasileiros de se virar na língua estrangeira. A pesquisa, voltada para países sem o inglês como idioma nativo, sinaliza que o Brasil não mudou de posição no ranking mundial de 2013 para 2014. Ainda em 38º lugar, aparece entre as regiões do mundo com proficiência baixa.

Realizado pela organização EF Education First, o estudo também traz um ranking por estados do Brasil. A lista é liderada por São Paulo, com nível moderado de proficiência (52.89), seguido de Rio de Janeiro (52.65) e Paraná (52.35). O DF vem na 4ª colocação, com nível baixo (51.92).

Para produzir o EF EPI 2014, a EF Education First avaliou gramática, vocabulário, leitura e compreensão de 750 mil adultos em 63 países e territórios que não têm o inglês como língua materna. O estudo também comparou os resultados atuais com os registrados em 2007, primeiro ano de levantamento de dados do EF EPI, para verificar que países e regiões melhoraram o desempenho ou não.

O EF EPI 2014 mostra que os dinamarqueses são os que melhor se comunicam em inglês, seguidos dos holandeses e dos suecos. Já os norte-africanos e os adultos do Oriente Médio encontram-se nas últimas colocações do ranking. Embora a América Latina apresente nível baixo ou muito baixo de proficiência na maioria dos países, a Argentina se destaca pelo nível moderado. Na maioria dos países pesquisados, as mulheres falam inglês melhor que os homens.

O relatório também argumenta que a proficiência em inglês continua a ser um indicador-chave de competitividade econômica de uma nação e mostra fortes correlações entre a proficiência no idioma e renda, qualidade de vida, facilidade de fazer negócios e comércio internacional.

BRIC

Por estarem entre as dez maiores economias do mundo e por, juntos, responderem por quase metade da população mundial, Brasil, Rússia, Índia e China mereceram um olhar mais atento dos realizadores do estudo. Além disso, três dos quatro países receberam ou sediarão em breve os jogos olímpicos (Pequim 2008, Sochi 2014 e Rio de Janeiro 2016) e usaram esses grandes eventos como catalisadores para a formação ou aperfeiçoamento do idioma inglês.

No que diz respeito à performance dos países no EF EPI, os resultados são pouco favoráveis ao Brasil, que ficou em último colocado, atrás de China, Rússia – ambos também com baixa proficiência – e Índia, que aparece com o melhor resultado entre os quatro e ficou em 25º lugar no ranking geral, com proficiência moderada. No entanto, vale ressaltar que investimentos públicos e privados feitos em treinamento e aperfeiçoamento da língua nesses países nos últimos anos vêm apresentando resultados. Todos os quatro países melhoraram seus índices no EF EPI desde os primeiros testes em 2007, tendo crescido, no mínimo, 2,50 pontos.
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