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Educador lança livro sobre a formação e os rumos da juventude

Mario Sergio Cortella acredita que a juventude está perdendo os valores

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postado em 31/03/2015 15:04 / atualizado em 07/04/2015 14:27

Mario Sergio Cortella, 61 anos, doutor em educação se preocupa com o rumo que a juventude está tomando. No livro Educação, convivência e ética: audácia e esperança!, da editora Cortez, Cortella chama a atenção de educadores e famílias sobre as atitudes tomadas em relação à educação dos jovens.

“A preocupação que eu tenho é a perda de valores, como fraternidade, descência, responsabildiade e autencidade, o que pode degradar a vida coletiva”, contou o professor. O livro é uma reflexão para que famílias e escolas pensem sobre o comportamento dos jovens e não se esqueçam da urgência de revigorar esses valores, tão importantes para um bom convívio social.

Segundo Cortella, a geração atual é responsável por aquela que está aqui e pela que vem, e ninguém nasce pronto, por isso não se pode fugir da responsabilidade de educar. "O amor não aceita tudo. Bom educador e pai não é aquele que aceita tudo e sim aquele que ensina a diferenciar o certo do errado.”

Acima de tudo, é preciso lembrar que a ética é marcada por exemplos: uma criança copiará os valores dos adultos, o que a mídia mostra e tudo mais a que for sujeita. “Quando as crianças são capazes de debater o que é bom e mau, elas serão capazes de fazer boas escolhas, fazendo a vida coletiva ser mais saudável.”

Sérgio ainda lembra que uma boa escolha só é realmente boa quando não ofende outras pessoas. “A vida toda é feita de escolhas, não posso impedir que alguém faça coisas equivocadas, só posso orientar. Os pais não devem criar em volta do filho uma bolha, é preciso preparar as pessoas para que façam escolhas, mostrando, no dia a dia, as vantagens e desvantagens de agir de tal maneira.”

O educador defende que o enfrentamento de rupturas éticas não é uma responsabilidade individual, somente dos pais ou das escolas, mas sim um dever de todos que convivem no meio social. A educação é um processo paulatino, que deve ser feito com planejamento e decisões acertadas, e não de maneira apressada, acreditando que tudo mudará em um instante. “Mas, antes tarde do que sem alternativa”, brincou Sérgio.

“A sociedade está se distraindo ao chamar coisas materiais de felicidade. Isso é uma forma de assassinato da ideia de fraternidade, convivência e amorosidade. É preciso ter cuidado para não sossegar tanto com o que chamam de felicidade e ter uma vida com convivência saudável”, finaliza o educador.

Leia
Educação, convivência e ética: audácia e esperança!
Mario Sergio Cortella
Editora Cortez
120 páginas
Preço: R$ 34

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