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Pesquisador desenvolvem ações para divulgar ciência de forma lúdica

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postado em 21/06/2012 18:53 / atualizado em 15/08/2012 17:23

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) realizam uma série de ações com o objetivo de divulgar o ensino de ciências. Entre as iniciativas, estão o desenvolvimento de uma série de kits interativos didáticos, com temas como síntese de proteínas e DNA, entre outros, que estimulam o aprendizado e o interesse de alunos do ensino fundamental e médio.

Os docentes do IFSC também ministram, em parceria a Secretaria Estadual da Educação, cursos de educação continuada para professores do ensino fundamental e médio, e ainda mantêm o Espaço Interativo instalado no centro da cidade de São Carlos, interior paulista, onde estudantes e professores podem visitar exposições e participar de oficinas e de um Clube de Ciências.

Os projetos são realizados pelo Centro de Biologia Molecular Estrutural (CBME) - CBME InFormação -, coordenado pelas professoras do IFSC, Leila Maria Beltramini (desde 2000) e Nelma Bossolan (desde 2007). A iniciativa é uma vertente educacional e de difusão de ciências do CBME e do Instituto Nacional de Biotecnologia Estrutural e Química Medicinal em Doenças Infecciosas (INBEQMeDI). Esses órgãos são coordenados pelos professores Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e Richard Charles Garratt, ambos do IFSC.

Segundo Leila, o foco da pesquisa do CBME/INBEQMeDI é a descoberta de novos fármacos, principalmente para doenças negligenciadas como malária, esquistossomose, Chagas, leishmaniose e leptospirose. "Procuramos focar a parte educacional e de difusão de ciências também nessas doenças. Um dos materiais desenvolvidos é a Série Parasitas, uma mídia interativa que aborda a doença de Chagas, levando a um aprendizado fácil e divertido", conta. A mídia está disponível para download neste link.

O CBME é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), criado em 2000 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Já o INBEQMeDI é um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia criados em 2009 pelo CNPq e pelo Ministério da Ciência, e Tecnologia e Inovação (MCTI). O grupo de pesquisadores envolvidos nos projetos de pesquisa, educacional e de difusão de ciências é interdisciplinar, envolvendo físicos, biólogos, químicos, e engenheiros, entre outros. O apoio vem da Fapesp, do CNPq e também da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por intermédio do programa Novos Talentos da rede pública.

Kits educativos - Ainda na área educacional, os pesquisadores do IFSC desenvolveram kits para difusão de ciências. O material é patenteado e uma empresa licenciada se encarrega da fabricação. Olhando à primeira vista parece se tratar muito mais de um brinquedo de montar, semelhante às peças coloridas da Lego. Entre as opções há o Kit Construindo as moléculas da vida: DNA e RNA, Kit Escola Composição, Estrutura e Duplicação do DNA, Kit Construindo moléculas de aminoácidos e proteínas e Kit Protein Folder, entre outros. Alguns kits já foram distribuídos, inclusive, para o exterior.

No site do projeto há detalhes destas e de todas as outras iniciativas. Também é possível fazer download de materiais e ter acesso a recursos educacionais, como videoconferências. No link Interatividade, por exemplo, pode ser acessada uma série de joguinhos virtuais como o Jogo da Memória e o Quiz da Galinha Perguntadora (ambos sobre a doença de Chagas), Sintetizando Proteínas, Software células virtuais CBME e Disco de Aminoácidos.

Na área da educação continuada, existe uma parceria com Diretorias de Ensino (DEs) da Secretaria de Educação Estadual e, com a participação dos coordenadores pedagógicos das DEs, são promovidos cursos nas cidades, aos sábados, direcionados aos professores de ensino fundamental e médio da área de ciências da natureza. Além de atualizarem os docentes, os pesquisadores desenvolveram uma metodologia para que o conteúdo possa ser abordado nas sala de aula.

Interatividade - No centro de São Carlos, foi instalado um espaço interativo em uma casa adquirida pela USP para abrigar especificamente estas atividades. Além de exposições temáticas sobre proteínas recombinantes, biotecnologia e doenças negligenciadas, como doença de Chagas, professores e estudantes podem agendar visitas e participar de oficinas e cursos.

No mesmo local funciona o Clube de Ciências. Os alunos de licenciatura do campus de São Carlos visitam escolas públicas da cidade para explicar o que é um Clube de Ciências. Os estudantes interessados têm a oportunidade de vivenciar a prática científica, acompanhando experimentos como a criação de uma colônia de bactérias e a observação de microorganismos no microscópio, entre outras atividades. Eles também podem participar de viagens didáticas para São Paulo, a fim de visitar espaços educativos como o Catavento, o Instituto Butantan, e a Estação Ciência. "Para cerca de 90% dos jovens que frequentam o Clube, esta é a primeira viagem que eles fazem para a capital paulista", diz a professora Leila.

As coordenadoras de todas estas atividades contam com a colaboração de outros professores do CBME e INBEQMeDI, pós doutorandos, alunos de pós-graduação do IFSC, particularmente do físico Claudinei de Souza no desenvolvimento das mídia, e do curso de licenciatura em ciências exatas, além dos biólogos Luciano Abel, atualmente trabalhando no Instituto Oceanográfico da USP, e Gislaine Costa, educadora, atual contratada para atuar diretamente nestas atividades.
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