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Educação

Evasão e falta de investimentos colaboram para a estagnação do ensino médio

Problema da qualidade do ensino médio vai além da carga horária pesada de disciplinas. O país gasta R$ 2,3 mil ao ano com cada aluno, menos que no fundamental e no superior

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postado em 20/08/2012 11:49 / atualizado em 20/08/2012 12:38

Renata Mariz

As quatro letrinhas utilizadas para abreviar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ultrapassaram os limites do ambiente acadêmico e se popularizaram. Com a divulgação do Ideb pelo governo federal na última semana, ficou provado que o ensino médio público no país não evoluiu em aspecto algum mantendo a mesma nota obtida em 2009, 3,4, numa escala de zero a 10. Por trás do número que chocou os brasileiros, estão problemas tão antigos quanto desafiadores. A taxa de reprovação e de abandono aumentou, segundo os dados mais atualizados do Ministério da Educação (MEC). É crescente também a quantidade de estudantes matriculados no antigo segundo grau com atraso de mais de dois anos. A discussão, que acabou reduzida a uma mudança curricular já prevista pelo MEC em resolução, passa ainda pelo montante de recursos aplicados, atualmente R$ 2,3 mil ao ano por aluno 2014 o menor em relação aos demais níveis.

Em cada etapa do ensino fundamental, o valor chega a R$ 2.632. Para o nível superior, que envolve atividades de pesquisa e extensão, é de R$ 15,5 mil. Os números, que se referem a 2009, foram usados pelo MEC durante a discussão do Plano Nacional de Educação, à espera de ser votado no Congresso Nacional, como uma média realista, já que os investimentos variam de acordo com a região. Para Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, seria necessário aplicar R$ 2.429,27 por estudante do ensino médio, ao ano, de acordo com uma fórmula de cálculo reconhecida pelo Conselho Nacional de Educação. Chegamos a esse valor considerando um padrão mínimo de qualidade, longe do ideal, afirma. Saber gastar bem os recursos, lembra o especialista, é outro requisito para tirar da estagnação a etapa final da educação básica brasileira, que pode definir os rumos da vida profissional do aluno.
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