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Após fracasso no Ideb, MEC usará Enem

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postado em 22/08/2012 12:35 / atualizado em 22/08/2012 12:38

Paula Filizola

A partir de 2013, o Ministério da Educação (MEC) substituirá a Prova Brasil pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), na etapa do ensino médio. Atualmente, a fórmula do Ideb para a etapa escolar é feita por meio de amostragem, o que segundo o ministro Aloizio Mercadante, não é consistente. A evolução na qualidade é muito maior quando olhamos o Enem, que hoje é quase censitário. Dos 1,8 milhão concluintes do ensino médio, inscritos no Enem 2012, 1,5 milhão farão a prova, explica. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os resultados do Enem 2011 apontam desempenho médio de 500 pontos. Em português, os candidatos tiveram nota 503,7 e, em matemática, 492,9 pontos.

Apesar de o Enem apresentar dados melhores, o ministro da Educação nega que a troca seja uma forma de maquiar os resultados do Ideb. Segundo ele, o Enem é a melhor maneira de avaliar o ensino médio, pois, além da abrangência, o estudante faz a prova mais motivado, pois a nota pode garantir a entrada na universidade. É uma prova decisiva, por isso, ele dá o melhor de si, acredita.

A logística para substituição da fórmula será estudada em um grupo de trabalho cirado pelo MEC. Entre as principais funções da comissão também está a conclusão, até outubro, do programa de reforma curricular do ensino médio. Apesar de as diretrizes para a etapa escolar já existirem desde janeiro deste ano, homologadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), só agora  após a constatação da estagnação do ensino médio , o ministério retomou a discussão.

A redefinição da grade tem sido apontada pelo titular da pasta, Aloizio Mercadante, como solução para os problemas de evasão e reprovação na rede pública. Faremos um redesenho curricular. Há uma grande convergência entre os secretários de educação de que isso é necessário. Esse redesenho vai ter de dialogar com as áreas de concentração do Enem.

Na busca pela maior participação dos secretários de educação na proposta, Mercadante participou na manhã de ontem de reunião no Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), com representantes de 18 unidades da Federação.


Secretários estaduais, porém, criticaram a falta de um modelo mais claro para a etapa escolar. Como não há diretrizes bem estabelecidas pelo MEC nem um currículo referência, cada estado segue a fórmula que deseja. O Rio Grande do Sul, por exemplo, iniciou este ano um projeto de reformulação para o ensino médio, baseado em três escolhas: profissionalizante, convencional e acadêmico. O formato que existe hoje não mantém alunos na escola. O currículo que temos já provou ser falido, avaliou a representante da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, Maria Eulalia Nascimento.

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