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Esporte na escola

Em escola do DF, o esporte é atividade considerada essencial

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postado em 24/08/2012 13:27 / atualizado em 24/08/2012 13:29

O Centro de Ensino Fundamental 05 (CEF 05) do Guará, região administrativa do Distrito Federal, a 11 quilômetros de Brasília, oferece aulas de futsal e de judô no horário oposto (contraturno) ao das aulas regulares. As atividades, inseridas como oficinas em projeto de educação integral, atendem não apenas os 480 alunos matriculados na instituição. São estendidas a crianças e adolescentes da comunidade próxima, matriculados ou não em escolas da rede pública.

“O esporte é essencial para o desenvolvimento integral do aluno e contribui para a formação de um cidadão capaz de interagir plenamente na sociedade”, afirma a diretora da escola, Josceline Pereira Nunes. Há planos de implantação de outras oficinas, como caratê e capoeira. Com licenciatura plena em história e formação em administração escolar, Josceline está no magistério há 24 anos, 12 dos quais na direção.

“Trabalhamos no tripé esporte, respeito e educação”, explica o professor Carlos Antônio Cândido Reis, graduado em educação física e faixa-preta de judô. Conhecido como professor Carlão, ele ensina a modalidade desde 1990. “Meu principal objetivo é mostrar que um esporte individual pode ser o mais coletivo de todos”, afirma. “Sempre há a necessidade do outro para essa prática.”

Além das aulas, Carlão ministra palestras sobre diversos temas, como alimentação sadia, respeito aos idosos, higiene corporal e trato com os amigos. O trabalho tem bons resultados, fundamentados por relatos, feitos pelos pais, de melhoria no comportamento dos estudantes. Os alunos são registrados na Federação Metropolitana de Judô (Femeju), no ato da matrícula, e encaminhados à participação em eventos esportivos tão logo estejam em condições de competir.

Equipe — O CEF 05 mantém uma equipe de futsal, que participa de competições, como os Jogos Escolares do Distrito Federal e os Jogos do Serviço Social do Comércio (Sesc). O principal objetivo do professor Maurício Cesar Ribeiro, responsável pelas oficinas de futsal, é aprimorar as táticas da modalidade e as qualidades físicas e técnicas dos estudantes, além de promover o bem-estar geral.

Para Maurício, que tem 18 anos de magistério, a prática desportiva significa, para os estudantes, benefícios como disciplina, respeito às regras, desenvolvimento de qualidades físicas e melhora da autoestima. Graduado em educação física, com pós-graduação em fisiologia do exercício, o professor tem recebido relatos de colegas de outras disciplinas sobre melhor rendimento escolar dos alunos que praticam esportes na escola.

Também professora de educação física, Sheyla de Castro Félix dá aulas a dez turmas de sexto ano do CEF 05. No aprendizado das regras desportivas, ela aponta uma forma de o estudante estabelecer correlação com as regras sociais. “Aprender a ganhar e a perder são conceitos primordiais para o crescimento e o amadurecimento do indivíduo”, ressalta Sheila, que tem pós-graduação em esporte educacional.

Interclasse — A escola brasiliense aproveitou a realização das Olimpíadas de Londres para promover uma miniolimpíada escolar. Os Jogos Interclasse foram realizados na primeira semana de julho e na primeira de agosto. A atividade incluiu competições de futsal, basquete, queimada, handebol e atletismo, além de trabalhos interdisciplinares, com a participação de professores de educação física, artes, história, geografia e inglês.

“Cada turma da escola escolheu um país dos cinco continentes, como os que participam das Olimpíadas, para representar no campeonato”, revela Sheyla. Os professores de educação física ficaram responsáveis pela organização e arbitragem dos jogos. “Sempre promovemos eventos esportivos na escola, e quando temos oportunidade também participamos de campeonatos ou atividades esportivas em outras instituições, para estimular a prática de esportes entre nossos alunos”, explica a professora.

 

Ascom Mec

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