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Olimpíada de Matemática premia alunos do DF

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postado em 29/08/2012 19:24 / atualizado em 30/08/2012 15:29

Alunos, pais, professores e amigos lotaram o auditório do Museu Nacional de Brasília, nesta quarta-feira (29/8), para prestigiar os vencedores do Distrito Federal da 8ª Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). O objetivo principal é estimular o estudo da matemática por meio da resolução de problemas que despertem o interesse e a curiosidade de professores e estudantes. Foram premiados 500 alunos com certificado de menção honrosa, 37 com medalha de ouro, 44 de prata e 54 de bronze.

Aquilino Bouzan
Alysson Alves, 15 anos, do Centro de Ensino Fundamental 3 de Sobradinho, participou da olimpíada e conquistou sua segunda medalha de ouro. Na primeira vez que participou ele havia ganhado menção honrosa. “Quando participamos e somos premiados, sentimos que somos capazes e isso ajuda a querermos dedicar mais e lutar pelos sonhos”, afirma o aluno.

A mãe de Allyson, Genalice Alves, alegra-se com a conquista do filho e reconhece a importância da olímpiada. “Ele abriu um leque de possibilidades para o seu crescimento e o deu um motivo para estudar ”, conta. Ela diz que ele quer fazer engenharia civil e tem até planos de complementar os estudos no exterior.

Entre os medalhista de ouro (37), apenas 7 eram meninas. Isabella Godoy é uma delas. Ela acha que as meninas ainda não descobriram o potencial que têm para a matemática. “Eu não sabia que poderia ganhar uma medalha, descobri isso participando”, conta a estudante. A secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancio, fala que a matemática é historicamente conhecida como uma área dos homens. “As meninas que estão na olimpíada são corajosas e demonstram que não temos espaços privativos para o homem”, relata.

Incentivos
O coordenador regional da Obemp, Reginaldo Abreu, afirma que estudos revelam que a olimpíada vem contribuindo positivamente para a melhoria do ensino e aprendizagem de matemática nas escolas públicas. Um estudo realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), publicado em julho de 2011, mostra que a premiação dos alunos estimula o interesse para o estudo da matemática e favorece a permanência desses na escola, à medida que identificam a melhoria no desempenho acadêmico e elevam a autoestima. A pesquisa mostra que 60% dos professores confirmaram que os alunos passaram a estudar mais após a participação na olimpíada.

Além de medalhas, os alunos recebem, por um ano, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bolsa de iniciação científica no valor de R$100, e participam do programa de iniciação científica (PIC) da Universidade Brasília (UnB). O estudo do CGEE constatou que tais bolsas são fatores importantes e decisivos para os alunos prosseguirem com os estudos na matemática. Foi possível identificar que a grande maioria dos alunos pesquisados avançou em estudos na área das engenharias. A área de ciência da computação foi a segunda preferência, seguida pela matemática.

O secretário de Educação do DF, Denilson Costa, acredita que em eventos como esse, percebe-se quantos alunos capacitados existem no Brasil, pois conseguem desempenhos exemplares mesmo com condições precárias. Ele afirma que existem ótimos profissionais na área, mas que muitas vezes eles vão para o exterior. Ele acredita que “o governo precisa investir mais no ramo para que tenhamos mais profissionais, e aqui, trabalhando para o Brasil”.

Na ocasião a Secretaria de Educação do DF recebeu da olimpíada o troféu de melhor secretaria do Centro-Oeste. Para o secretário de Educação, o prêmio representa o reconhecimento de que o sistema está mudando e mostra os resultados do trabalho feito pela secretaria e pelos professores da rede pública do DF. “O prêmio é importante, mas ainda tem muita coisa para ser feita para melhorar a qualidade do ensino”, ressaltou Costa.

Do total de medalhistas de ouro (37), apenas dois não vêm de colégios militares. O coordenador regional, Reginaldo Abreu, atribui esse resultado ao fato de que os colégios deste tipo recebem mais investimentos, tem uma estrutura de ensino mais rígida e estimulam os alunos a se empenharem.

Mesmo com o alto desempenho dos colégios militares, o Colégio Polivalente recebeu, na ocasião, troféu de valor de mérito de reconhecimento pelo alto número de participantes e premiados com menção honrosa. O diretor da escola, Cleber Villa Flor, acredita que o sucesso seja resultado do esforço dos professores e da implementação de aulas de reforços para ajudar os alunos no colégio.
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