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Alunos da rede pública do DF assistem a peça sobre anistia

Cerca de 6 mil alunos compareceram ao Teatro Nacional para ver a peça Filha da Anistia. Espetáculo é resultado de parceria entre secretarias de Educação e de Cultura

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postado em 17/09/2012 11:45 / atualizado em 17/09/2012 11:48

Agência Brasília

Os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal assistiram, entre quarta (12) e sexta-feira (14), à apresentação teatral Filha da Anistia, na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. A peça retrata o drama das vítimas da ditadura e é encenada pela Caros Amigos Companhia de Teatro. A iniciativa, das secretarias de Educação e de Cultura, conta ainda com a Associação de Pesquisadores sem Fronteira e com o projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O espetáculo despertou a atenção de jovens espectadores, como a estudante Luiza Dias, do CEM 01 do Paranoá. "É a primeira vez que venho ao teatro. Estou ansiosa para assistir à peça", confessou a estudante. A aluna Sarah Risis também estava empolgada com a apresentação: "Teremos a oportunidade de ver a história contada de uma maneira diferente", explicou. Para o professor de Sociologia, Evaldo José Rodrigues, o contato visual com o fato histórico estimula a discussão em sala de aula. "Iniciativas como essas tornam as discussões mais dinâmicas", comentou o professor. A peça foi contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo em 2009 e estreou em março de 2010, em São Paulo. Em 2011, a companhia firmou um convênio federal com o Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, para a realização de uma caravana do espetáculo por seis estados brasileiros. Foram realizadas apresentações seguidas de debate em Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Bauru. Neste ano as cidades contempladas com o projeto foram: Campinas, Vitória, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília. Após a apresentação, o secretário de Educação do DF, Denilson Costa; o secretário de Cultura, Hamilton Pereira; o superintendente do Arquivo Público do DF, Gustavo Chauvet, e a presidenta em exercício da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Sueli Bellato, assinaram um protocolo de intenções. O intuito é estabelecer um acordo de cooperação técnica, sem repasse de recursos entre os participantes, que estimule a integração entre as ações desenvolvidas pelas instituições. "Como professor e historiador, reconheço a importância do debate a respeito dessa página cruel em nossa história. Algumas questões precisam ser respondida,s e é preciso somar forças para buscar essas respostas", explicou o secretário Denilson Costa. Após todas as apresentações, foram realizados debates, coordenados pelo autor, Alexandre Piccini. Nesses três dias, 6 mil estudantes da rede pública assistiram à peça, apresentada em cinco sessões.
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