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1ª Feira de Profissões de Taguatinga reúne mais de mil estudantes da EJA

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postado em 28/09/2012 20:16 / atualizado em 28/09/2012 20:31

Mais de mil estudantes da educação de jovens e adultos (EJA) compareceram nesta sexta-feira (28/9) à 1ª Feira das Profissões das escolas de rede pública de Taguatinga. Eles passaram a tarde e a noite no Centro Educacional 2 de Taguatinga, o Centrão, e tiveram a oportunidade de assistir a palestras educativas, conhecer mais sobre o mercado de trabalho, participar de oficinas e ainda puderam tirar a carteira de trabalho e fazer cadastro em vagas de emprego da Secretaria de Estado de Trabalho do Distrito Federal (Setrab).

A ideia surgiu após uma pesquisa feita pela Gerência Regional de Educação Básica de Taguatinga, em que foram analisados dados de interesse e o perfil dos alunos que frequentam aulas à noite, em sistema de EJA. O resultado demonstrou que os estudantes estão preocupados primordialmente com o mercado de trabalho em detrimento de, por exemplo, fazer um curso de graduação em faculdades. “A maioria dos estudantes quer trabalhar, mas não possui informações corretas e desconhecem muito do que podem realizar. A feira foi uma maneira positiva e social de oferecer algo concreto, que abra os olhos deles para as possibilidades que o mercado de trabalho oferece”, explica Cristina Balestié, gerente regional de Educação Básica de Taguatinga.

A programação foi ampla. Ocorrem palestras sobre o programa Prospera, voltado para o microcrédito a pequenos negócios, oferecido pela Secretaria de Trabalho, e sobre empreendedorismo, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no DF (Sebrae-DF). Além de oficinas de automaquiagem, biscuit e uso seguro da internet. “É preciso provocar esses estudantes quanto ao desemprego. A escola é um espaço para estudar, mas, mais do que isso, é o local onde se deve pensar no futuro, na preparação para o mercado e nas oportunidades”, ressalta Max Brito Coelho, subsecretário de microcrédito e empreendedorismo da Setrab e palestrante do evento.

Para Cristina, os estudantes da EJA possuem como característica comum o recomeço. Seja no novo início das aulas, seja no reinício das buscas profissionais. Para esses estudantes, para quem a evasão escolar é o grande desafio atual, Max Brito aconselha: “é preciso se preparar”. “Hoje, o mercado pede que a pessoa esteja sempre em preparação, seja em faculdades, seja em escolas técnicas ou cursos de línguas. A educação e o aperfeiçoamento são o caminho para o mercado de trabalho”, indica.

Futuro promissor
À espera de atendimento na tenda da Setrab, Stephany Souza, 17 anos, precisou se retirar do lugar para tirar uma foto 3x4. O documento era necessário para finalizar o processo de retirada da primeira carteira de trabalho e previdência social. Desde os 16 anos, a estudante do Centro Educacional 6 de Taguatinga se preocupa com o primeiro emprego. “Quero minha independência, mas quero um trabalho onde eu possa crescer. Acho que só assim vou conseguir ser alguém no futuro”, declara ela, que pensa em fazer faculdade de direito e ser policial.


Do outro lado da mesa de atendimento, Matheus Marialva Rocha, 18 anos, catalogava os dados dos estudantes que apareciam. No segundo emprego - o primeiro foi aos 16 anos -, o aluno do 3º ano do ensino médio se diz realizado com a oportunidade de ajudar outras pessoas a encontrarem o primeiro trabalho. “Tudo muda quando a gente consegue um emprego. A pessoa fica mais responsável, busca a independência financeira e amadurece. Essa feira foi uma ótima oportunidade para quem quer isso”, considera ele.

Experiência de vida

A 1ª Feira de Profissões não foi popular apenas entre os mais jovens. Cleonice Ferreira da Cunha, 60 anos, ficou quatro décadas distante da sala de aula, mas aproveitou a oportunidade para participar ativamente do projeto. Além de assistir às palestras, a estudante e artista expôs pinturas em quadros feitos por ela na entrada do evento. “A melhor coisa é ver como os jovens estão interessados. Na sala, sempre falo para eles serem persistentes, pois vão precisar de tudo isso no futuro”, aconselha. Com os filhos formados e a neta estudando arquitetura, Cleonice está feliz em voltar a estudar. “O melhor é que não fico em casa vendo televisão. Agora quero fazer vestibular para design de interiores”.

O evento foi promovido pelo Conselho Regional de Educação de Taguatinga, pela Gerência Regional de Educação Básica e da Secretaria de Educação do Distrito Federal e contou com o apoio do Sebrae-DF.

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