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Fogo, correria e pânico em escola

Incêndio destrói pátio do colégio bilíngue instalado no SIG, onde seria realizada uma festinha em comemoração ao Dia das Crianças. Suspeita é de que as chamas tenham sido causadas por um vazamento de gás. Uma adolescente ficou ferida

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postado em 12/10/2012 15:11 / atualizado em 12/10/2012 16:10

Amandda Souza

 

Crianças saindo do colégio: por sorte, elas não tinham ido para o pátio (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press) 
Crianças saindo do colégio: por sorte, elas não tinham ido para o pátio

O Corpo de Bombeiros mobilizou 12 viaturas para debelar as chamas (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press) 
O Corpo de Bombeiros mobilizou 12 viaturas para debelar as chamas

Celso Castro e Thais Maya ficaram emocionados ao encontrar os filhos (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press) 
Celso Castro e Thais Maya ficaram emocionados ao encontrar os filhos

Gabriela Martins, que estava perto da pipoqueira, se feriu levemente (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press) 
Gabriela Martins, que estava perto da pipoqueira, se feriu levemente

Uma comemoração do Dia das Crianças, por pouco, não teve um desfecho trágico em um colégio instalado na Quadra 8 do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Por volta das 10h de ontem, 200 meninos e meninas que estudam da pré-escola à 4ª série do ensino fundamental na escola canadense Maple Bear Global se preparavam para participar da festinha organizada pelos funcionários, quando começou um incêndio no pátio onde havia brinquedos infláveis. A suspeita é de que o fogo tenha sido provocado pelo vazamento de gás do botijão de uma pipoqueira. Rapidamente, os alunos foram retirados do colégio e apenas uma adolescente se feriu levemente.
O barulho da explosão e as chamas assustaram professores, pais e alunos. Gabriela Vitória Martins, 15 anos, que estava próximo ao carrinho de pipoca, teve queimaduras leves nos braços. Encaminhada em uma ambulância dos bombeiros ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), acabou liberada ontem mesmo. Nem os estudantes nem os funcionários da instituição de ensino saíram machucados.

O fogo se espalhou por um depósito de papéis e tintas da Gráfica Gravo, localizada ao lado da escola. Os professores do colégio bilíngue coordenaram a saída das crianças. Elas ainda contaram com a solidariedade de funcionários de empresas próximas para levá-las, em segurança, para uma área gramada de outra editora gráfica, distante das chamas. Em função da correria, sandálias e mochilas dos estudantes foram deixadas para trás.



Controle

Segundo informações dos bombeiros, o fogo que consumiu o pátio do colégio onde foi montado um playground, começou a ser debelado pelos próprios funcionários da escola e acabou controlado em 20 minutos. No entanto, as chamas se alastraram rapidamente para a gráfica ao lado. Ameaçaram também uma agência bancária que fica próxima. Pela manhã, a avenida de acesso aos prédios teve de ser interditada.

Uma nuvem de fumaça preta tomou conta do céu e levou pânico aos pais das crianças. Muitos chegaram correndo e chorando. O alívio só veio após verem que os filhos estavam bem. “A escola ligou dizendo que tinha havido um acidente e pediram para sair (do trabalho) mais cedo para pegar minha filha. Não tinha noção que fosse algo dessa proporção. Fiquei desesperada porque dava para ver a fumaça preta do Eixo Monumental”, contou a professora Marília Barros, 35 anos, mãe de Alice, de 2 anos.

No momento do incêndio, os brinquedos ainda não tinham sido inflados e, por sorte, não havia crianças no lugar onde seria a festa. O diretor executivo do Maple Bear Global, André Sobreira, comunicou que a instituição realiza treinamentos rotineiros para lidar com este tipo de situação. Ele não respondeu às perguntas da imprensa. “A coisa mais importante é que ninguém se machucou e que tudo funcionou bem. Estamos trabalhando junto aos bombeiros para entender as causas do incêndio”, declarou, destacando que as aulas devem ser retomadas na próxima terça-feira. A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) investiga o acidente.

Emoção

O servidor público Celso Castro, 53 anos, e a mulher dele Thais Maya, 34, se emocionaram ao abraçar os dois filhos, de 5 e 9 anos. “Não vejo treinamento para isso não. Algo deu errado. Se tivesse alguma criança nos brinquedos, não sei o que poderia ter acontecido. Para ter chegado a esse ponto, faltou preparo porque toda instituição tem que ter brigada de incêndio”, disse Celso. Apesar do susto, Thais não reclamou do atendimento prestado. “Nenhuma criança se feriu e os meus filhos estão bem. Para mim, é isso o que importa”, destacou.

Doze viaturas — entre elas, seis voltadas para o combate a incêndio, duas ambulâncias e de apoio — atuaram no local para debelar as chamas. Por volta das 14h, quando a situação parecia controlada, novas explosões ocorreram na gráfica e a preocupação era de resfriar as imediações para evitar que as chamas chegassem até um depósito onde tinha solventes e outros produtos químicos.
 
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