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Defesa Civil interdita escola

Por precaução, técnicos proíbem as atividades no colégio atingido por incêndio no SIG até que seja feita uma vistoria na estrutura. Direção acredita que as aulas serão retomadas na quinta-feira

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postado em 17/10/2012 08:00 / atualizado em 16/10/2012 09:19

Breno Fortes
A Defesa Civil impediu de funcionar ontem a escola canadense Maple Bear e parte da Gráfica Gravo, localizadas na Quadra 8 do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Os espaços foram atingidos por um incêndio na última quinta-feira. Cerca de 200 alunos participavam de uma comemoração do Dia das Crianças e precisaram evacuar o prédio às pressas (leia Memória). Os técnicos fizeram uma vistoria em toda a estrutura e, por precaução, solicitaram ao colégio um laudo para garantir a segurança nos locais. Hoje à tarde, haverá uma reunião entre o órgão e os engenheiros contratados pela instituição de ensino.

Segundo o subsecretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, o fogo não causou alteração aparente na estrutura dos pontos queimados. “É preciso fazer uma análise mais profunda, com descascamento da alvenaria, identificação de rachaduras nos pilares e nas vigas. Como tem muito entulho, não dá para ver. Parte do que foi afetado no incêndio é de metal. Quanto mais rápido eles desmontarem essas partes, mais rápido a escola voltará a funcionar”, explicou Bezerra.

Além do laudo estrutural, a Defesa Civil quer uma avaliação das condições da rede elétrica do espaço. “Precisamos saber se nenhuma fiação ficou comprometida para não colocar em risco nenhuma criança, professor ou funcionário. Se o laudo for aprovado por nós e não tiver nenhuma incoerência, faremos um termo de desinterdição”, explicou o subsecretário de Defesa Civil. Apesar da interdição, a expectativa da  direção da Maple Bear é de que as aulas recomecem provavelmente na quinta-feira.

Três técnicos da Defesa Civil também analisaram a estrutura da Gráfica Gravo e apenas o depósito de papéis ficou isolado. Tanto a área de produtos químicos quanto o maquinário não queimaram e, portanto, a empresa foi autorizada a funcionar. “Uma parede impediu a passagem do fogo, e eles já estão trabalhando normalmente. A interdição na gráfica é apenas parcial”, informou Bezerra.

O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro). Segundo o delegado-chefe da unidade, Haendel Silva Fonseca, as investigações serão conduzidas a partir da conclusão do laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do DF, responsável pela realização de perícia nos locais. A suspeita é de que o incêndio tenha começado pouco antes da festa de Dia das Crianças, após uma vazamento de gás de um carrinho de pipoca de uma empresa terceirizada contratada pelo colégio.

Laudo

Durante o incêndio, uma moça de 15 anos, que se encontrava perto do botijão, acabou ferida nos braços. Em depoimento, ela disse não saber como tudo ocorreu e informou que tinha sido convidada por um amigo para manusear o equipamento. Além da jovem, a polícia ouviu o diretor da Maple Bear, André Sobreira, e funcionários da escola e da companhia terceirizada. “Vamos aguardar a produção do laudo, que deve ficar pronto em 15 dias. Ele vai definir as demais diligências e eventuais responsabilidades do acidente”, explicou o delegado Haendel.

A assessoria de imprensa da Maple Bear enviará um comunicado a todos os pais informando sobre a data de reabertura do colégio. Nem todos os responsáveis buscaram as mochilas dos filhos, que saíram desesperados e deixaram para trás inclusive os calçados. O incêndio durou sete horas. Todo o trabalho, incluindo o de rescaldo (que consiste em apagar eventuais brasas), durou 24 horas.

 

Memória

Desespero  e correria
Na última quinta-feira, cerca de 200 crianças da escola Maple Bear, na Quadra 8 do Setor de Indústrias Gráficas, aguardavam o início da festa em comemoração do Dia das Crianças quando um incêndio começou, por volta das 10h, no pátio do colégio. A suspeita é de que o vazamento de gás de um carrinho de pipoca tenha provocado o fogo, que se espalhou rapidamente e atingiu um depósito de papel e tinta da Gráfica Gravo Papers, localizada logo ao lado.

Uma jovem de 15 anos, responsável pela pipoqueira, teve queimaduras nos braços. Em depoimento na 3ª DP (Cruzeiro), ela disse ter sido convidada por um colega para manusear o equipamento. A polícia ouvirá mais testemunhas para identificar eventuais irregularidades. Durante o incêndio, uma nuvem de fumaça preta encobriu o céu no Setor de Indústrias Gráficas e podia ser vista a quilômetros de distância.

Pais de alunos de 2 a 10 anos foram avisados do fogo e ficaram desesperados. As crianças perderam sapatos e mochilas ao serem levadas por professores e funcionários de empresas próximas a um jardim de uma gráfica mais distante do local, onde aguardaram a chegada dos pais. Cerca de 40 homens e 12 carros de combate a incêndio atuaram na ocorrência.

 

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