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Escola renova livros de biblioteca para se adequar à reforma ortográfica

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postado em 25/10/2012 17:46 / atualizado em 25/10/2012 18:35

A renovação de acervos de bibliotecas deverá se tornar uma realidade constante a partir do ano que vem, quando as regras da reforma ortográfica dos países de língua portuguesa entrarão em vigor no Brasil de maneira definitiva. Pensando nisso, o colégio Ciman iniciou o processo de troca dos livros das bibliotecas das duas unidades de ensino da instituição. Antes do início da renovação, existiam mais de 10 mil obras apenas na biblioteca da unidade da Octogonal.

Gustavo Favoreto/Divulgação


Cerca de 2,3 mil estudantes serão afetados com a mudança. "É essencial que troquemos os livros para que se consolidem os ensinamentos de dentro da sala de aula. É um suporte", considera o diretor do Ciman, Mark Mello. Todo o acervo de obras de literatura do 1º ao 5º ano foi substituído.

 

Do 6º ao 9º ano, vários não puderam ser substituídos ainda por conta da ausência de exemplares renovados no mercado. "Muitos desses livros não foram reeditados e, se tirássemos das prateleiras, a perda em termos de literatura seria grande", explica a bibliotecária do Ciman da Octogonal Maria Soares. Os livros didáticos, porém, já vêm sendo editados nas novas regras.

Como a procura por livros da biblioteca é constante, a expectativa é de que, até dezembro, todos os livros que possuem novas edições no mercado tenham substituído as antigas edições nas prateleiras. Pedro Henrique Leal, 10 anos, estudante do 4º ano, é um dos alunos que adoram ler e visitar a biblioteca. Ele acha que, agora, vai ficar mais fácil de estudar. "Não vai dar para se confundir. Não vai mais ter o risco de a gente aprender uma coisa com a professora e depois ver as palavras diferentes nos livros", explica.

A opinião é compartilhada por Giovanna Smidt Frischknecht e Maria Eduarda Verano, ambas de 10 anos e estudantes do 5º ano. Para Giovanna, mesmo os livros que não estão adaptados à nova ortografia são importantes de serem lidos. "Como a professora ensina, a gente já sabe diferenciar as palavras. Não tem porquê deixar de ler tudo", analisa a estudante. "Não é difícil, porque são poucas palavras que mudaram. É preciso ler sempre para poder aprender", conclui Maria Eduarda.

Transição
Para facilitar o processo de mudança e não criar confusão nesse momento de transição, a bibliotecária Maria Soares criou uma forma de sinalizar na capa dos livros quais são os que estão dentro do padrão do novo acordo ortográfico ou não. Assim, os estudantes poderão diferenciar as palavras e ter mais atenção no momento da leitura.

Gustavo Favoreto/Divulgação


Uma bolinha de cor preta mostra que o livro é um exemplar novo e dentro das regras ortográficas atuais. A de cor vermelha mostra que, embora o livro não tenha sido substituído, não possui nenhum erro nas palavras do texto e pode ser lido normalmente. A faixa verde indica que o livro não está dentro do novo acordo, mas ainda não possui edição renovada. "A grande dificuldade nesses casos é encontrar edições de livros clássicos com a nova ortografia", explica Maria.


Para explicar as novas regras aos estudantes da escola, uma reunião com os representantes de turma das classes foi realizada durante a semana. O papel deles é levar as informações para a sala de aula e incentivar os amigos a visitarem a biblioteca. Os livros antigos serão doados para entidades carentes e creches apoiadas pelo Ciman.

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