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Correio Braziliense

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Violência

Tiros na porta da escola

Suspeito dispara contra um morador vizinho do Centro de Ensino Fundamental 201, em Santa Maria, e atinge também a mãe de uma aluna que saía da unidade de ensino. Levados ao hospital, ambos passam bem

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postado em 06/11/2012 11:22 / atualizado em 06/11/2012 11:23

Uma série de disparos de arma de fogo colocou em risco a segurança de estudantes do Centro de Ensino Fundamental 201, no começo da tarde de ontem, em Santa Maria. O incidente ocorreu em frente à escola, por volta das 13h30, horário de entrada dos alunos do turno da tarde. O morador de uma casa na rua e a mãe de uma aluna foram atingidos. Socorridos por testemunhas, Lúcio Macedo Lourenço, 18 anos, e a diarista Claudete Francisca Nascimento Rodrigues, 35, foram levados ao Hospital Regional de Santa Maria. Lúcio acabou liberado em seguida e Claudete foi submetida a cirurgia para a remoção de uma bala alojada no braço esquerdo. O estado de saúde dela era considerado estável até o fechamento desta edição.

O caso foi registrado na 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) como disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio. Agentes passaram a tarde tentando localizar um adolescente, morador da cidade e suspeito de ter atirado. Lúcio foi à delegacia pouco depois de sair do Hospital Regional. Em depoimento, disse que os tiros eram direcionados para ele e que o suposto autor já teria atentado contra a vida do irmão. “Ele estava saindo de casa, após o almoço. A pessoa começou a atirar logo depois que ele passou pelo portão. E foi muito perigoso, os alunos estavam todos na rua na hora que aconteceu”, disse uma prima de Lúcio. Ela destaca a falta de policiamento no local. “O Batalhão Escolar só chegou uns 20 minutos depois. Sempre tem briga nessa escola. Se houvesse um policial militar aí dentro, essas coisas não ocorreriam”, critica ela.

Motivação
“O Lúcio foi atingido também no braço, mas de raspão. Os tiros foram disparados visando à vida dele, não a de Claudete. No caso dela, podemos dizer que foi vítima de uma bala perdida”, afirma a primeira-tenente Gislaine de Souza, do 26º Batalhão de Polícia Militar (Santa Maria). Ela suspeita de acerto de contas. “É o motivo mais comum nesses casos, mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa nesse sentido. Só a Polícia Civil pode esclarecer isso, depois das investigações”, completa a tenente.

Irmã de Claudete, Cátia Cilene do Nascimento, 27 anos, disse que a mulher tinha acabado de deixar a filha na escola e ia embora. A adolescente, de 15 anos, cursa a 7ª série do ensino fundamental. “Ela mora aqui na cidade também, mas mais distante. Quem vive ali na Quadra 201 é a avó da menina”, conta Cátia, que não esconde a sensação de medo depois do incidente. “Realmente, não dá para dizer que Santa Maria é uma cidade tranquila, porque essas coisas são muito frequentes aqui. Mas nunca tinha acontecido nada parecido com a gente. E o pior de tudo é que ela não tinha nada a ver com a história”, lamenta ela.

A Secretaria de Educação do DF informou, por meio da assessoria de imprensa, que a escola retomou as atividades normalmente, logo após o tiroteio. Comunicou também que o ocorrido em Santa Maria foi um incidente isolado, e que não teria qualquer relação com as atividades da unidade de ensino, apesar de a mãe de uma aluna ter se ferido. “Tomamos as providências necessárias para normalizar a rotina da escola e para facilitar as investigações, e é tudo o que cabe à Secretaria de Educação fazer nesse caso específico”, disse a assessoria.
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