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Brasília, segunda-feira, 1 de setembro de 2014

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Debate sobre uso de celulares em sala de aula reacende após Enem

Publicação: 08/11/2012 18:31 Atualização:

A desclassificação de 65 candidatos nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último fim de semana (3 e 4/11) por postarem fotos do exame em redes sociais reacendeu a polêmica sobre o uso de celulares dentro de salas de aula em todo o país e fez com que escolas reavaliassem os métodos de conscientizar os alunos para o uso da tecnologia. A questão preocupa diretores de colégios e mostra que o problema precisa ser discutido em âmbito nacional para que a solução seja aplicada com eficiência nas salas.

Luiz Gustavo Mendes, diretor do Colégio Marista Champagnat de Taguatinga, admite que o problema existe porque os estudantes, de maneira geral, já se habituaram a utilizar os celulares em todos os lugares e acabaram por banalizar o uso do aparelho. “O uso dos celulares em sala de aula só deve ser incentivado quando serve como ferramenta útil para o processo de aprendizagem, com orientação do professor”, explica o diretor. Ele afirma que, para os alunos, os celulares possuem alto poder de atração, enquanto que, muitas vezes, a mesma atração não é encontrada no que o professor diz.

Ele analisa que a realidade da navegação na internet via celular, do envio de mensagens e mesmo de ligações durante as aulas não será resolvida apenas com a proibição do uso dos aparelhos. Esse, segundo Luiz Gustavo, é entendido como um momento transitório entre a total proibição dos aparelhos dentro de sala de aula e o uso responsável das ferramentas. “Vai ser preciso conscientizar os alunos para que essa utilização se torne algo pedagogicamente útil. Mesmo porque as escolas já se propõem a utilizar a tecnologia dentro de sala de aula. Não dá para excluir isso da realidade”, acrescenta Luiz Gustavo.

Desafio
Com turmas menores, em que os professores conhecem os alunos pelos nomes, a tarefa de conscientização fica mais fácil. Embora a possibilidade ideal nem sempre seja possível, a situação favorece o contato individualizado com os estudantes e torna o questionamento ético do uso desregrado das tecnologias uma parceira no momento da conscientização.

No Colégio Galois de Brasília existem apenas três turmas para cada série do 5º ao 9º ano. Segundo o diretor pedagógico do ensino fundamental Nei Vieira, com a quantidade reduzida de estudantes, a atenção individualizada foi fator fundamental para o sucesso das ações de educação na escola. “São poucos alunos, mesmo assim, o trabalho é vagaroso. Já trabalhamos com os alunos há algum tempo e desde o início deste ano a direção e os alunos do ensino fundamental chegaram a um denominador comum. No ensino médio, a situação é mais difícil”, explica Nei.

Além de diretor, Nei é professor de inglês para turmas do 3º ano do ensino médio. Ele relata que em cada início de aula é preciso pedir, mesmo que com bom humor, que os estudantes desliguem os celulares. “É como se o aparelho se tornasse uma parte do corpo do aluno. É preciso fazer um trabalho longo para convencer o estudante a não utilizar o celular na sala. Parece que quanto maior é o aluno, mais dependente da máquina ele fica”, destaca.

No Galois e no Marista, assim como em outras escolas particulares do país, o próprio manual do estudante e o regimento interno da escola preveem que o aluno não pode utilizar o celular dentro da sala de aula. “A orientação é que eles nem tragam o celular para o colégio. Não há necessidade do uso do aparelho na escola e em caso de emergências, a instituição consegue localizar o aluno rapidamente”, afirma o diretor do Marista Champagnat Luiz Gustavo.

Nas escolas públicas, a situação não é diferente. Hamilton Paz das Neves, diretor do Centro de Ensino Médio Asa Norte (Cean), afirma que o problema é frequente. “Se deixar, eles utilizam o celular a qualquer hora, mandam mensagens e até atendem o telefone, ali mesmo, na sala de aula”, admite. Para ele, a melhor estratégia nessas situações é a conversa e a persuasão. “Não adianta proibir, é preciso fazer com que o aluno se sinta parte do processo de mudança e da própria educação. É um desafio.”
Tags: celular

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