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Para celebrar

Segunda-feira é comemorado o Dia do Diretor de Escola. Conheça quatro histórias de bons profissionais

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postado em 12/11/2012 20:10 / atualizado em 12/11/2012 20:15

Pode ser que você não saiba, mas nesta segunda-feira, 12 de novembro, é uma data especial: é o Dia do Diretor de Escola. O Super! visitou quatro escolas para conhecer profissionais que se dedicam para oferecer ensino de qualidade aos alunos, construindo amizade, alegria e um clima de companheirismo. Conheça Maria Valderez, Fernando Gabriel, Cleber e as gêmeas Márcia e Margareth.

 


1- Tia Val, cara de mingau, nariz de pica-pau

Maria Valderez Morais, 48 anos, tem hora para chegar, mas não tem hora para sair do Jardim de Infância da 308 Sul, onde é diretora há 15 anos. A presença constante e o costume de colocar os alunos em primeiro lugar a deixam rodeada de alunos, professores e pais que a adoram. Entre as crianças, é conhecida como Tia Val, cara de mingau, nariz de pica-pau. Na sala da direção, os pequenos se sentem à vontade: fazem bagunça, brincam, conversam e até escalam a cadeira da diretora para abraçá-la.

Os primos Luana Gatto, 5, e Plínio Gatto, 6, e a família deles são fãs de carteirinha de Val. Eduarda Teixeira e Lucas Francisco Carvalho, ambos de 6 anos, declaram seu amor pela diretora. Eduarda explica:

— Ela deixa a gente tomar banho de piscina e de mangueira, brinca e nos leva ao parquinho, e até ensaia com a gente para apresentações. A tia Val é muito boa e eu a amo.

A maior preocupação de Maria Valderez é deixar boas marcas, em vez de sequelas, nos alunos — dos quais ela sempre vai lembrar por ter memória de elefante. Ela explica como é seu trabalho:

— Quando passo do portão da escola, esqueço todos os meus problema. A sensação é de que eu trabalho cercada por anjos. As crianças não têm máscaras, são anjos que trato com carinho. É um presente cuidar delas todos os dias e é muito gratificante quando filhos de ex-alunos vêm estudar aqui.


2- Um veterano na direção

O pernambucano Fernando Gabriel de Vasconcelos, 55 anos, está há 15 anos na direção da Escola Classe 7 do Guará II. Dirigir uma escola sempre foi o sonho de Fernando, um ex-policial. Ele conta porque adora seu trabalho:

— Eu adoro meu trabalho porque não tem rotina. Tenho prazer em lidar com gente, pais, professores e alunos.

Fernando Gabriel faz mais do que precisa: vem à escola aos sábados, limpa chão, dá aulas de reforço e muito mais. Tanta dedicação tinha que ser reconheci-

da, e Gabriel recebeu uma grande surpresa dos funcionários e alunos em abril deste ano, quando completou 15 anos na direção: um banner em sua homenagem.

Jaqueline Gonçalves, 10, estuda na Escola Classe 7 há 4 anos e ficou impressionada com Fernando:

— Ele providencia tudo muito rápido, ajuda todo mundo, trata as crianças como filhos. É o melhor diretor que eu já tive!

Milena Santos, 9, e Luana Laura Nogueira, 7, se lembram com gratidão da ajuda que Fernando lhes deu em matemática. No ano passado, elas estavam indo mal na escola, mas com aulas de reforço, o diretor as ajudou a se recuperar.


3- As gêmeas no comando

As gêmeas cariocas Márcia Nogueira e Margareth Nogueira nasceram e viveram sempre juntas ao longo de 50 anos. Elas moram na mesma casa, fizeram a mesma faculdade e não se desgrudam nem na hora de trabalhar. As duas foram aprovadas na entrevista para trabalhar no Colégio Arvense no mesmo dia, há 36 anos. Dez anos mais tarde, em 1986, elas assumiram a direção da escola. Márcia cuida da administração, enquanto Margareth lida com a parte pedagógica.

Muitos pais, alunos e professores confundem as duas no começo, mas depois passam a diferenciar. Márcia é mais séria, e Margareth, ou Meg, é mais brincalhona — juntas formam uma ótima mistura no comando. Uma se considera a complementação da outra. Márcia confessa que  trabalhar com a irmã e melhor amiga é gratificante:

— Nunca pensei em ser diretora de escola, mas minha característica de liderança acabou me levando para esse cargo. Tenho que ter muita paciência, mas é muito gratificante resolver os problemas e ver os resultados. E com a Meg consigo fazer tudo.

Lucas Arthur Nunes, 10, chegou ao colégio há 2 anos e confundiu as gêmeas, mas agora já sabe quem é quem:

— As diferenças estão na personalidade: a Márcia é simpática e rígida, a Margareth é fofinha e brincalhona.

4- Durão, mas amoroso

Cleber Villaflor, 43 anos, é diretor do Centro de Ensino Fundamental Polivalente há 3 anos. Cleber sente que pode espalhar mais suas ideias sendo diretor, atingindo todas as turmas e não apenas aquelas em que ele dá aula. Ele sabe ser durão, rígido, flexível e doce ao mesmo tempo
—sempre com educação, respeito e amor. Cleber estudou em colégios públicos e sonha em fazer do Polivalente a escola em que ele gostaria de ter estudado:

— Não quero fazer mais do mesmo, quero fazer a diferença. Não quero que os professores apenas cumpram o horário, quero que eles abracem os projetos da escola e trabalhem de uma forma coletiva. E isso está funcionando muito bem.

O Índice da Educação Básica (Ideb) deste ano é prova disso: dentre as escolas públicas, o CEF Polivalente ficou atrás apenas do Colégio Militar de Brasília.

As gêmeas Gabrielle e Isabelle Oliveira, de 11 anos, Bianca Lorrany Pereira, 11, Bruno Marley Villegas, 11, e Erik Gabriel Gomes, 12, são muito próximos de Cleber. Gabrielle conta como é o diretor:

— Ele é supersimpático, é rígido, mas legal e engraçado, adora fazer brincadeiras. Sempre conversa com minha mãe sobre meu desempenho na escola.

 

 

 

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