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Brasil fica no penúltimo lugar em ranking global de qualidade na educação

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postado em 27/11/2012 19:16 / atualizado em 27/11/2012 19:33

O Brasil ficou em penúltimo lugar no ranking global de qualidade em educação da pesquisa A curva de aprendizagem (The learning curve), divulgada nesta terça-feira (28/11). Apenas a Indonésia ficou atrás. No topo da lista, que traz os índices globais de habilidades cognitivas e de desempenho escolar de 40 países, está a Finlândia, seguida por Coreia do Sul, pela região de Hong Kong, na China, e pelo Japão.

O levantamento foi feito pela Economist Intelligence Unit (EIU) e publicado pela empresa de materiais e serviços educacionais Pearson. Os dados do estudo estão reunidos no site thelearningcurve.person.com. A empresa pretende formar um banco de informações com o desempenho educacional dos países incluídos na pesquisa. Índices, vídeos, indicadores, artigos, mapas, dados socioeconômicos e infográficos também estarão disponíveis para download na plataforma, com acesso gratuito e ilimitado.

O objetivo é auxiliar a comunidade escolar mundial e interessados no tema a identificar os principais fatores que impulsionam melhorias educacionais e que podem servir de modelo para outras regiões. O estudo usou como base o novo índice global de habilidades cognitivas e desempenho escolar, criado a partir do cruzamento de indicadores internacionais, assim como dados educacionais de cada país sobre alfabetização e as taxas de conclusão de escolas e universidades.

Foram usados os indicadores do Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa, na sigla em ingês), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); as Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência (TIMMS, na sigla em inglês) e avaliações do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura (PIRLS, na sigla em inglês).

“O estudo permite uma análise extremamente sofisticada do que de fato funciona em educação. Mostra que não tem nenhuma mágica, requer atenção e ações de longa duração, coerência e foco para melhorar o desempenho”, afirma o chefe de educação da Pearson Michael Barber.

A pesquisa também traz a avaliação de 16 especialistas das principais entidades e organizações educacionais de países como Brasil, Canadá, Estados Unidos, Cingapura, Austrália, Senegal, Índia, Namíbia e Alemanha.

A partir do estudo, foi possível reconhecer dois fatores que auxiliam os gestores na área de educação: cultura educacional e bons professores. Os resultados mostram que o investimento é importante, mas os valores e a mudança cultural em relação a educação pode ter impacto igual ou maior. Além disso, professores capacitados são essenciais e devem ser respeitados.

O conteúdo do banco de dados está dividido em três áreas:
— Dados da educação: investimento do governo em educação, a idade de entrada na escola, salários dos professores e seleção das escolas.
— Resultados da educação: taxas de alfabetização e de graduação na escola e na universidade.
— Resultados econômicos e sociais: taxas nacionais de desemprego, PIB, expectativa de vida e da população prisional.

Confira o ranking:



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