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Parlamento juvenil

Estudantes debatem o ensino médio em encontro do Mercosul

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postado em 06/12/2012 11:00 / atualizado em 06/12/2012 11:08

Jovens de todo o Brasil, da Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai estão reunidos desde a última segunda-feira, 3, em Brasília, para debater o tema da segunda edição do Parlamento Juvenil do Mercosul: O ensino médio que queremos. Os 95 estudantes participam de reuniões, plenárias e oficinas, como parte dos eventos paralelos da 14ª Cúpula Social do Mercosul.

Ao final desta semana, na solenidade de encerramento, os jovens parlamentares, depois de discutir questões relativas a educação, integração latino-americana, participação cidadã, democracia, diversidade, direitos humanos, entre outros temas, deverão entregar um documento com suas propostas aos representantes do Parlamento do Mercosul.

Segundo o representante do Ceará no Parlamento Juvenil, Ibeny Moreira, 16 anos, o documento ajudará a pautar as discussões do setor educacional do Mercosul. “O que nós queremos é que o documento sirva como base para os países do Mercosul. Sentamos e debatemos as problemáticas. Muitas vezes, os países têm o mesmo problema. Para os países se tornarem ricos, precisam investir em educação”, salientou o estudante do segundo ano do ensino médio.

Nadia Tomé, de 17 anos, uma das representantes do Uruguai, destacou a importância da troca de experiências entre os jovens de diferentes nacionalidades. Segundo ela, antigamente não existiam instâncias que davam voz aos estudantes. “Agora podemos ser escutados. Os jovens são protagonistas da educação e nossa opinião é muito importante, já que vivemos a educação”, afirmou.

Do Parlamento Juvenil da Colômbia, Durley Katherine Barros, 17 anos, era uma das mais entusiasmadas. Já pensando na carreira de advogada, a estudante defendeu os direitos humanos, a educação igual para todos e de qualidade. Segundo ela, estes foram temas bastante abordados nos encontros do Parlamento Juvenil.

Os eventos da Cúpula Social do Mercosul acontecem até o final desta semana.

Unila – Alguns estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) participaram de uma mesa na parte da manhã desta quarta-feira, 5, no Museu Nacional, em Brasília. Os universitários conversaram com os membros do Parlamento Juvenil sobre educação e destacaram o papel da Unila na consolidação da integração latino-americana.

A Unila, localizada em Foz de Iguaçu, começou a ser estruturada em 2007 e teve a primeira aula em 2010. Na época, eram cerca de 200 alunos oriundos do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, subdivididos em seis cursos de graduação. A proposta da instituição é fortalecer os laços entre países da América Latina. Lá, os estudantes aprendem português e espanhol, além de aulas de cultura e história latino-americana. O corpo discente da universidade é composto por 50% de alunos brasileiros e o restante de alunos vindos de outros países da América do Sul. Deste universo, 90% são oriundos de escolas públicas.

Cúpula – Desde 2006, as cúpulas sociais são realizadas semestralmente no âmbito das presidências pro tempore do Mercosul. É o principal espaço de diálogo e interação entre governos e sociedade civil dos países membros do bloco. Os resultados dos debates realizados nas cúpulas sociais são apresentados nas cúpulas de chefes de estado do Mercosul para apreciação dos presidentes do bloco.

 

Ascom MEC

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