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Lixo que dá jogo

Aquelas caixas de papelão e garrafas de plástico que não têm mais utilidade para ninguém podem virar brinquedos muito legais. Basta soltar a imaginação e se divertir reciclando

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postado em 15/04/2013 12:40 / atualizado em 15/04/2013 16:23

Gustavo Aguiar

Da próxima vez que você beber um refri, pense nisso: depois de jogar a latinha no lixo, onde ela vai parar? Vida de lixo não é nada fácil. Ele é jogado, imprensado, pisado, abandonado, e quase ninguém dá muita bola para ele. Mas pouca gente sabe que a maioria dos objetos que jogamos fora pode virar um monte de coisa legal. É só reutilizar que o lixo vira qualquer coisa que a nossa imaginação permitir — inclusive brinquedo!

O que você joga fora?
Será que você consegue calcular quantas coisas você joga fora por dia? Guardanapo velho, papel rabiscado, garrafa de refri, garrafa de suco, caixa de cereal, de leite ou de bombom, copinho de iogurte, embalagem de doce… Xiii, é coisa que não acaba mais. Se você multiplicar essa montoeira de lixo pelo número de pessoas que conhece — e que deve mandar para lixeira mais ou menos a mesma quantidade de coisa — o mundo todo seria um grande lixão a céu aberto, cheio de imundice e doença. Ainda bem que, para evitar isso, existe a reciclagem.

A galerinha do 5º ano da Escola Classe 304 Norte aprendeu com Marcelo Quintiere, autor dos livro Os reciclildos,  a dar um fim bem interessante ao lixo. Tudo o que passa pela mão da garotada, em vez de ir para o chão e poluir o meio ambiente, vira brinquedo. E eles conseguem fabricar cada joguinho legal… tem bilboquê, vai-vem, quebra-cabeça, jogo da memória, boliche e até um divertido jogo de argolas.

Hora de recilar

Alexandre Beck, 10 anos, e a colega Cecília Bento, 9, aprenderam a fazer um quebra-cabeças com uma caixa de cereal bem colorida. Cecília garante que é o maior barato fabricar o próprio brinquedo.

— Além de ser muito divertido, estamos preservando a natureza, conta Sofia Dias, 10, que, com algumas garrafinhas de refrigerante e um pouco de fita adesiva, fez o próprio jogo de argolas. A dificuldade é conseguir acertar os anéis de plástico na cabeça das garrafas. A brincadeira exige muita atenção e treino! Quem acertar mais argolinhas, vence!

A garotada se divertiu à beça. Guilherme Fernandes, Ana Beatriz Pimentel e Júlia Rodrigues, todos de 10 anos, brincaram com um jogo da memória supercomplicado feito com caixas velhas de doce, e também aproveitaram para praticar a mira no boliche de garrafas de plástico. O mais legal é que todo esse material, que ia se acumular em algum lixão por aí, prejudicando o solo, os rios e a saúde do nosso planeta, ganha uma nova utilidade.

 

O autor
A cabeça cheia de ideias por trás desses joguinhos divertidos e ecológicos é de Marcelo Quintiere, o autor de Os reciclildos, um livro que vai ensinar a toda a garotada a importância de reutilizar os materiais que iriam para o lixo. Na aventura, o escritor ensina um monte de brincadeira superinteressante que dá para criar com a reciclagem.

Marcelo trabalha fiscalizando o meio ambiente. Ele é  auditor do Tribunal de Contas da União, e, se há um lixão funcionando sem autorização, poluindo o solo, os rios e fazendo mal à saúde das pessoas, o cara está ligado. Por esse motivo, ele resolveu escrever essa aventura ecológica para a garotada.

— As crianças sabem tudo sobre meio ambiente. Elas são responsáveis por manter a saúde do nosso planeta em dia e devem ficar de olho aberto quando há alguém fazendo mal à natureza.

As crianças mostram que aprenderam a lição direitinho:
— O mundo anda muito poluído, e, quando a gente recicla, o lixo pode virar um monte de coisa legal. Garrafa de plástico pode virar camiseta, e pneu velho pode virar asfalto! Com lixo dá para fazer até panela!, enumera Guilherme, com a ajuda dos colegas de sala.

 

R de futuro
Reduzir a quantidade de lixo, reutilizar o que já foi usado e reciclar o que for possível. Esses são os três “Rs” da sustentabilidade. Alguns materiais, quando jogamos na natureza, levam séculos para se degradarem e fazem muito mal à nossa saúde e à dos animais nos rios e nas florestas.

 Reciclar uma latinha de refrigerante, por exemplo, é o melhor negócio: além de baratear o valor da produção, ajuda a manter o meio ambiente saudável. Na reciclagem, a economia de energia é de 95% em relação ao processo de fabricação. Isto equivale ao consumo de energia de um aparelho de TV durante 3 horas!

O Brasil recicla quase 100% das latinhas de alumínio fabricadas no país! Mas, mesmo assim, precisamos continuar dando bom exemplo para o mundo, diminuindo a nossa produção de lixo e fazendo a coleta seletiva!

 

Os reciclildos
de Marcelo Quintiere
Publit! soluções editoriais
1ª edição
Para quem quiser adquirir a obra, basta mandar um e-mail para o autor: marceloquintiere@gmail.com

 

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