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Spray de pimenta intoxica 17 alunos

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postado em 15/05/2013 18:00 / atualizado em 15/05/2013 10:41

Kelly Almeida

Ed Alves
Uma brincadeira de dois estudantes levou pelo menos 17 adolescentes para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), na manhã de ontem. A dupla, segundo a direção da escola, jogou spray de pimenta em um banheiro e em um dos corredores de um colégio particular, em Taguatinga Norte e provocou o mal-estar dos jovens com idade entre 12 e 14 anos. O produto, de uso restrito, foi encontrado por funcionários da unidade de ensino com os garotos e seria da mãe de um deles, uma policial militar. Apesar do incidente, nenhum aluno apresentou quadro grave.

De acordo com a diretora administrativa da instituição, Patrícia Rodrigues Morgado, depois que os estudantes espalharam o gás em um dos prédios, a direção chamou o Corpo de Bombeiros. “Alguns alunos do 8º ano se incomodaram com o cheiro, que atingiu as salas. Apesar de ninguém ter ficado ferido, informamos os pais e acompanhamos os alunos ao hospital”, afirma Morgado.

Logo após o incidente, monitores do colégio identificaram os dois estudantes e recolheram o spray. “Chamamos os responsáveis para conversar e vamos tomar as medidas necessárias, pois não podemos permitir esse tipo de comportamento dentro do colégio”, garante a diretora administrativa. Ainda pela manhã, a mãe de um dos estudantes conversou com a direção.

Alunos do colégio contaram que o mal-estar teve início por volta das 10h, quando eles saíam das salas para o intervalo e sentiram o cheiro do spray. “Mas, nessa hora, não estava muito forte. Quando o intervalo acabou, e estávamos voltando para a sala, os dois apertaram o spray perto da gente e o cheiro ficou muito forte. Começamos a passar mal”, contou uma aluna do 8º ano, de 13 anos. “Eu tossi sem parar. Ficou todo mundo com os olhos e a garganta coçando. Uma amiga minha vomitou”, completou a estudante.

Atendimento

Alunos explicaram ainda que começaram a ficar sem ar e tossiam muito. “Muitos ficaram com os olhos lacrimejando. Saímos correndo de um lado para o outro, sentindo vontade de vomitar”, disse uma jovem de 13 anos, do 7º ano. Os adolescentes contaram que foram acomodados nas salas e os funcionários do colégio ligaram os ventiladores para tentar amenizar os efeitos da substância. O colégio não apresentou à imprensa o spray encontrado com os jovens, mas a informação é de que o produto é de uso restrito da Polícia Militar. Segundo amigos do aluno que levou o frasco, a mãe do garoto é policial e seria a dona do dispositivo. Ele teria levado o produto escondido.

Quatro equipes do Corpo de Bombeiros fizeram o atendimento aos estudantes. Pelo menos 17 deles foram levados para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) com enjoo, tontura, além de ardência nos olhos e na garganta. No fim da manhã, 14 já haviam recebido alta e três permaneciam em observação. A direção da unidade, porém, informou que nenhum adolescente apresentava quadro grave e que os principais efeitos do contato com o spray de pimenta são irritação na pele e falta de ar.

Esta não é a primeira vez que estudantes do DF são levados para o hospital após apresentarem reação alérgica com substâncias espalhadas por outros jovens. Em 2009, 119 alunos do Centro de Ensino Caseb apresentaram coceira nos braços, nas pernas e na barriga por conta de um fruto conhecido como palmeira rabo-de-peixe. Em 2010, outros 25 estudantes foram parar em uma unidade de saúde após sofrerem reação alérgica causada por pó de mico.

 

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