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Pesquisa mostra que, no Distrito Federal, 89,8% dos estudantes acessam a rede mundial - seja por computadores, seja por smartphones -, índice mais alto do país. Entre os alunos da rede particular, a taxa atinge 98,8%

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postado em 24/05/2013 10:51 / atualizado em 24/05/2013 10:53

Thaís Paranhos

Monique Renne
Na capital da internet, onde 71% dos moradores acessam a rede mundial, os jovens estão cada vez mais conectados. Estudantes do Distrito Federal não desgrudam do computador, do tablet e do celular. Eles estão no topo do ranking brasileiro de conectividade: 89,8% disseram acessar frequentemente a web — dividem a liderança com os paulistas. Em segundo vêm os estudantes de Santa Catarina, com 84,4% (veja arte). Entre os alunos, o percentual é bem superior aos 64,6% registrados entre os que não estudam, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2011, divulgada este mês. No universo dos colégios particulares, a taxa  salta para 98,8%, enquanto nas escolas públicas fica em 83,6%.

O DF é a unidade da Federação com mais pessoas conectadas à internet. Mais de 71% afirmaram ter se ligado à rede nos três meses anteriores às entrevistas da pesquisa “Acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal.” Por aqui, também está registrado o maior contingente de indivíduos com telefones celulares. Segundo o estudo, 87,1% dos habitantes têm, pelo menos, um aparelho para uso pessoal. De acordo com especialistas, a renda per capita elevada e o alto grau de instrução somados à concentração do poder colocam o Distrito Federal nessa posição de destaque.

Luis Eduardo Melo, 15 anos, morador do Sudoeste, faz parte do grupo que não larga a rede mundial. O estudante do 1º ano do ensino médio diz passar duas horas por dia em frente ao computador, sem contar os momentos no celular. Aos fins de semana, o tempo de acesso aumenta, quase o dia inteiro. O jovem se conecta para ver os perfis nas redes sociais, assistir a vídeos, além de fazer pesquisas para o colégio. “Ajuda bastante na educação, faço até os deveres de casa. Isso está ligado à juventude, é atual, mas tem adultos que aprenderam a conviver com a internet e a usam de acordo com o interesse de cada um”, conta.

Pais preocupados
Tanto tempo conectado preocupa os pais de Luis Eduardo. “A gente nunca sabe o que eles estão fazendo, para nós, nunca estão 100% dedicados à atividade educacional”, diz a mãe, a administradora de empresas Helane Melo, 38 anos. Ela não proíbe os filhos de acessarem a internet, mas fica receosa de deixá-los por tanto tempo nessa atividade. “É um universo imenso, com milhões de informações. Não podemos privá-los dessa revolução tecnológica, mas temos que cobrar”, disse.

Diante dessa realidade, o diretor do curso de ciência da computação da Universidade Católica de Brasília e doutorando em informática e educação, Fernando Goulart, defende o uso da tecnologia na sala de aula, porém com cautela. “Precisamos observar a qualidade do acesso. A internet como instrumento de aprendizado faz muita diferença na formação, mas deve ser usada com prudência, parcimônia e orientação”, opinou. O uso excessivo, de acordo com ele, pode prejudicar as regras de convivência na sala de aula e levar à falta de compromisso.

 
Evolução

1969
É enviado o que pode ser considerado o primeiro e-mail da história.

1989
Nasce a World Wide Web (www)

1992
O Instituto Brasileiro de Análises Econômicas e Sociais (Ibas) lança o primeiro sistema de internet no Brasil aberto ao público

1997

Depois de sete anos de pesquisa e desenvolvimento, o Comitê de Padronização do Ibas aprova o padrão 802.11 para o uso de wi-fi.

1998
O Google entra no ar

Wi-fi gratuita

A população do Distrito Federal, que já se destaca no cenário nacional pela grande quantidade de pessoas conectadas à internet, poderá ampliar esse acesso no segundo semestre deste ano. O governo publicará o edital para a instalação da rede pública metropolitana de wi-fi. Com o projeto, cada região administrativa terá, pelo menos, cinco pontos para os moradores se ligarem à rede sem pagar nada pelo serviço. No total, serão 250.

Segundo o subsecretário de Inclusão Digital e Conteúdos Tecnológicos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Alexandre Lobo, a região central de Brasília também será contemplada. Para usar a rede pública, as pessoas deverão fazer um cadastro pelo próprio telefone e fornecer algumas informações, como nome, um documento de identificação e e-mail. “Também temos o projeto das paradas culturais, que prevê pontos de acesso gratuito à internet. O projeto-piloto está na 102 Sul. A ideia é que as pessoas se mantenham conectadas mesmo fora de casa”, disse.

Democratização
Para o pesquisador do grupo Ciência, Tecnologia e Educação na Contemporaneidade da Universidade de Brasília (UnB) Marcello Cavalcanti Barra, mais importante do que os dados sobre a quantidade de acessos é a qualidade da conexão. “Numa escala de 15 países, temos a internet mais cara. Precisamos avaliar qual a velocidade, se o computador é antigo ou não, qual a marca e qual a tecnologia empregada”, citou.

“Com certeza, temos uma democratização maior se compararmos com outras unidades da Federação, não há dúvidas. Na verdade, poucos domicílios, de fato, concentram esse acesso de qualidade. Poucos têm fibra ótica, por exemplo, que oferece uma qualidade muito superior”, completou Barra. (TP)

 

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