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Decreto presidencial suspendeu mudanças na ortografia do português

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postado em 07/06/2013 18:52

Agência Senado

O ano de 1990 é o marco inicial do acordo que objetiva unificar a ortografia adotada nos países de língua portuguesa. Embora suas regras já venham sendo adotadas quase na íntegra no Brasil, o acordo ainda não foi totalmente implementado, o que, conforme o previsto quando de sua assinatura, deveria ter acontecido em janeiro de 2013. Desde 2009, corre um período de transição que admite como ortografia oficial as regras anteriores e as fixadas pelo acordo.

Resistências dos meios editorial e acadêmico forçaram uma mudança de rumos e, em dezembro do ano passado, o governo brasileiro editou decreto adiando para 2016 a entrada em vigor do acordo. Simultaneamente, o Senado também se mobilizou no sentido de conferir maior prazo para a adaptação dos brasileiros às novas regras – estima-se que as mudanças afetem menos de 2% do vocabulário do português.

Encontra-se na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), aguardando designação de relator, projeto de decreto legislativo (PDS 498/2012) de iniciativa dos senadores Cyro Miranda (PSDB-GO) e Ana Amélia (PP-RS) que amplia o período de transição para seis anos. Desse modo, o acordo só entraria em vigor em 1º de janeiro de 2020. Na opinião da senadora, o prazo de adaptação foi curto. “O assunto demanda maior tempo de maturação, bem como integração mais ampla com os demais países envolvidos”, argumenta, na justificação da proposta.

Para Ana Amélia, a prorrogação do prazo permite esclarecer as dúvidas sobre as novas regras, além de ampliar o debate e aprofundar o entendimento entre especialistas, educadores e estudantes. A senadora alertou para a falta de participação de docentes na discussão. Ela participou da definição do novo prazo, integrando o grupo interministerial formado por representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, da Educação e da Casa Civil.

A senadora ressaltou que todos os signatários do acordo adotaram períodos de transição mais longos. Em Portugal, por exemplo, o período de convivência entre as duas normas vai até 2015. Em Cabo Verde, o prazo só acabará em 2019.

A partir da adoção definitiva pelo Brasil das normas estabelecidas pelo acordo, os concursos públicos e as provas escolares deverão cobrar o uso correto da nova ortografia. Documentos e publicações deverão também circular perfeitamente adaptados às novas regras. Entre as mudanças, o acordo acaba com o trema e com o acento agudo nos ditongos como "ei". Também modifica o uso do hífen e inclui as letras "k", "w" e "y" no alfabeto.
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