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Escola usa Correio Braziliense para incentivar a leitura

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postado em 11/06/2013 14:21 / atualizado em 11/06/2013 18:37

Ed Alves/CB/D.A Press
Uma educadora do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 27, em Ceilândia, desenvolveu um projeto para a motivação da leitura e da escrita entre os alunos do 9º ano. O programa prevê atividades como a leitura de edições do Correio Braziliense em sala de aula, produção de comentários e envio para a sessão de opinião do jornal.

A iniciativa batizada de "Leitura, Escrita e Reflexão" foi criada pela professora de projeto didático da instituição, Adriana Paixão, 28. A ideia nasceu a partir de uma observação do comportamento dos alunos. "Percebi que eles estavam motivados para desenvolver atividades diferentes, que gostariam de aprender mais sobre assuntos de grande importância para todos", diz.

A primeira fase do projeto, dividido em quatro etapas, foi constituída pela leitura do jornal e pela criação de cartazes com temas de relevância para os alunos. No segundo bimestre, os alunos são incentivados a opinar sobre o que leram e enviar seus textos para o Correio. Nos próximos bimestres, serão feitas dissertações e, por fim, os estudantes criarão um jornal próprio.

Na avaliação da docente, após o início da atividade, os alunos melhoraram o desempenho na escrita, na interpretação de textos e na argumentação. "Também senti um comprometimento maior com a realidades e com assuntos importantes", explica. "Antes de iniciar essa atividade, cheguei a corrigir erros absurdos dos estudantes. Além disso os argumentos eram fracos e sem sentido."

Jovens leitores
Por achar que ler jornal era "uma coisa careta", quando o projeto começou, Fabrina Soares, 14 anos, achou que não ia se interessar pela nova atividade. "Eu achava que quem lia jornal não tinha o que fazer, eu nunca gostei, mas fui entendendo a importância. Hoje a parte que mais me atrai é a sessão de moda", contou.

O colega Moysés Santiago, da mesma idade, nunca teve o hábito de ler jornais, mas descobriu um novo interesse. "Depois que comecei a participar do projeto, me interessei pela parte de política. Agora esse é o assunto lá de casa. Eu e meu pai conversamos bastante sobre isso", relatou.

Gabriele Cavalcanti, 14 anos, planeja seguir a carreira de jornalista e sempre acreditou nas vantagens da leitura de jornais. "Nós temos que nos informar sobre tudo o que acontece." A jovem é integrante do grêmio estudantil da escola e quer implantar um jornal no CEF 27. "A gente estuda comprar uma impressora para produzir um jornal que fale sobre fatos da escola, bullying, calendário de provas, enfim, temas que interessem os alunos."

Para Germerson Marques, 14 anos, o projeto abriu a mente. "Antigamente eu dava opiniões absurdas sobre os assuntos, justamente por não entender bem o que estava acontecendo. Hoje é diferente, posso falar melhor sobre o que sai nos noticiários e dar opiniões mais precisas sobre diferentes assuntos."
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