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Educação integral

Acesso de famílias de alunos à escola faz melhorar desempenho

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postado em 02/07/2013 11:54 / atualizado em 02/07/2013 11:56

Preocupada com a violência, as drogas, a prostituição e a falta de trabalho, problemas comuns no bairro Abdon Braide, onde fica a Escola Municipal de Ensino fundamental Abdon Braide, em Santa Luzia (MA), a diretora Francisca Feitosa aderiu este ano à escola-comunidade, ação do MEC que substitui o programa Escola Aberta. A escola vai abrir aos sábados para receber pais e estudantes para oficinas de hip hop, informática, artesanato e handebol.

Francisca Feitosa, que é pedagoga, diz que a escola tem que atrair crianças, jovens e os pais para atividades de lazer, esportes e aprendizado e evitar, o quanto for possível, a violência. A diretora ainda não recebeu os recursos, mas já criou o comitê gestor da escola-comunidade e escolheu os monitores que vão atender estudantes e pais aos sábados. “Estou ansiosa para abrir a escola e receber as famílias”, ela explica.

Estudam na Abdon Braide 1.119 alunos, sendo 200 na educação integral, a maioria deles beneficiários do programa Bolsa-Família. De acordo com a diretora, a população do bairro Abdon Braide e das áreas no entorno da escola não tem opções de trabalho. As fontes de renda do município são o serviço público, o salário dos aposentados e o Bolsa-Família. “Tem família que tem como única renda para sustentar a casa o pagamento do Bolsa-Família”, diz.

Segundo Francisca, a falta de trabalho começou a se agravar com o esgotamento das reservas de babaçu, que foi uma riqueza do município até cerca de dez anos. Hoje, ela diz, as mulheres dos bairros vizinhos da escola fazem serviços de faxina e os homens com pouca qualificação profissional são serventes de pedreiro, atividades que dão pouco retorno financeiro.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da Escola Abdon Braide alcançou, em 2011, 4,5 pontos no quarto e quinto anos do ensino fundamental; e 3,5 pontos no oitavo e nono anos. A escala do Ideb vai até seis pontos.

Santa Luzia situa-se no oeste maranhense, distante 294 quilômetros de São Luís. Tem 69,3 mil habitantes, segundo o censo demográfico de 2010.

Maracanaú – Com 247 estudantes matriculados no ensino fundamental, dos quais 120 no turno integral, todos atendidos pelo Bolsa-Família, a escola Municipal José Mário Barbosa, em Maracanaú (CE), abre aos sábados para receber a comunidade. Neste mês de julho, a escola que fica no bairro Olho d’Água, na área rural do município, está em férias, mas abre todos os sábados das 8h às 11h e das 14h às 17h.

A vice-diretora Maria das Graças Ribeiro Carneiro explica que os estudantes preferem praticar esportes aos sábados, especialmente kung-fu e futebol, e as mães escolheram oficinas de tapeçaria, manicure e pintura em tecidos. “As mães querem aprender algo novo e transformar isso em fonte de renda”, diz Maria das Graças. Como a escola abre aos sábados, a presença de pais é rara, porque a maioria trabalha em Pajuçara, onde fica o polo têxtil da região.

Na avaliação da vice-diretora, a presença dos alunos na escola melhorou muito desde que as mães começaram a receber o Bolsa-Família. “Como a presença obrigatória é alta e ninguém quer perder a bolsa, as crianças vão à escola todos os dias”, informa. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da Escola também melhorou: em 2011 foi de 5,1 pontos no quarto e quinto anos do ensino fundamental; e de 4,0 pontos no oitavo e nono anos.

O município de Maracanaú pertence à região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Segundo o censo demográfico de 2010, tem 209 mil habitantes.

Escola-comunidade – Ao fazer a adesão ao programa Mais Educação, escolas públicas podem solicitar recursos extras ao MEC para abrir as unidades aos sábados ou domingos para receber pais e alunos. Dados da diretoria de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) mostram que, até o final de junho de 2013, 8.795 escolas optaram pela escola-comunidade. Além de aderir, a escola precisa informar as oficinas que vai oferecer e o número de estudantes matriculados, porque é a matrícula que determina o valor do repasse: unidades com até 850 alunos recebem R$ 10,8 mil; de 851 a 1.700 alunos, R$ 12,1 mil; e acima de 1.701, R$ 13,4 mil.

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